sexta-feira, 21 de abril de 2017

O BARÃO VERMELHO ALÇA VOO 
SEM SEU PRINCIPAL PILOTO


Quem está na mídia vira alvo fácil das críticas, mas existem também as defesas. O músico Roberto Frejat tem sido muito questionado nas redes sociais por não ter voltado ao Barão Vermelho, substituído, agora, pelo Rodrigo Suricato, para o show do dia 06 de maio, logo no Circo Voador, point histórico do rock brazuca nos anos 80, aonde o próprio Barão se apresentou no início da carreira, quando era uma simples e improvisada lona sem palco, no Arpoador, em Ipanema. 
Foi bem diferente da saída do Cazuza em 1985. 
Se os Rolling Stones ficassem sem Mick Jagger ou sem Keith Richards, a mesma fórmula: sem um ou sem o outro, desanda. Sem os dois, perde completamente a identidade. Obviamente, o Barão perde um pouco da identificação, mas não exatamente como o corpo ficaria sem o cérebro e sem o coração. O mais importante é que o Barão Vermelho, com os órgãos renovados, não perdeu a sede dos palcos.
O Barão Vermelho com sua formação original, em 1982.
Como fã do Barão, claro que gostaria de ver o Frejat de volta. Sem ele o Barão perde um pouco da sua cor. Mas temos que respeitar também a questão pessoal do artista, de investir na sua carreira solo, novos projetos, fazer acontecer a hora certa de buscar outros rumos, e, dignamente, fazer como o próprio fará: torcer para o sucesso dos antigos parceiros da banda que ele ajudou a classificar com uma das maiores do rock.
Frejat em sua careira solo.
Certamente, o Barão mudou, é uma página virada na brilhante história do grupo. Porém, a saída do Barão Vermelho do hangar do ostracismo é algo que também devemos respeitar, e apoiar! No Rock 'n' Roll as mudanças são fundamentais. Afinal, pedras que rolam não criam limo.
Mas Guto Goffi, baterista, e Maurício Barros, tecladista, os dois membros remanescentes da formação original, os verdadeiros fundadores do conjunto em 1981, estão dando saudações pra quem tem coragem aos que estão na banda para qualquer viagem. Então, o Barão Vermelho ressurge com músicos experientes e competentes em sua linha. Vale a pena conferir a nova fase do Barão.
Mick Taylor subiu ao palco em 2013, como convidado especial, para tocar com os Rolling Stones alguns clássicos de sua fase na banda, lembrando que a saída do guitarrista mais técnico na carreira dos  Stones, em 1974, foi bem conturbada.
E, assim como nos Stones, qualquer hora dessas Roberto Frejat poderá subir ao palco com o Barão para dar uma canja e matar as saudades, por que não? Acho que Frejat não vai querer ficar de fora da turnê comemorativa de 35 anos da banda que está no seu sangue.
Sucesso para Frejat na sua carreira solo e para o Barão Vermelho em sua nova decolagem!

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