sexta-feira, 14 de maio de 2010

DISCOTECA BÁSICA DO BARÃO - REVOLVER - THE BEATLES - Agosto 1966



1.Taxman (Harrison)
2.Eleanor Rigby (Lennon-McCartney)
3.I’m Only Sleeping (Lennon-McCartney)4.Love You To (Harrison)5.Here, There and Everywhere (Lennon-McCartney)
6.Yellow Submarine (Lennon-McCartney)7.She Said She Said (Lennon-McCartney)
8.Good Day Sunshine (Lennon-McCartney)
9.And Your Bird Can Sing (Lennon-McCartney)
10.For No One (Lennon-McCartney)11.Doctor Robert (Lennon-McCartney)12.I Want to Tell You (Harrison)
13.Got to Get You into My Life (Lennon-McCartney)14.Tomorrow Never Knows (Lennon-McCartney)





Corria o ano de 1966, e a Inglaterra ditava a moda. A modelo Twiggy era a sensação britânica, e foi considerada a primeira top model do mundo. Os Rolling Stones, rivais dos Beatles, já eram os Rolling Stones graças ao estrondoso sucesso do ano anterior: Satisfaction (I can't get no). A seleção inglesa tornava-se campeã na Copa do Mundo, derrotando a Alemanha Ocidental de Beckenbauer. Mas na década de 60, fosse na Grã-Bretanha ou nas Filipinas, ninguém era mais famoso do que os Beatles. Eles vinham excursionando pelo Reino Unido e pelo mundo desde 1962 mas já estavam cansados dos hotéis, excursões, tietes selvagens e de tocar em palcos por todo o planeta, nos quais eles próprios não conseguiam se ouvir.

Mesmo com toda reviravolta na carreira, os Beatles amadureciam e continuavam a trabalhar cada vez melhor nos seus arranjos  e composições. Nenhuma força paralela detia a criatividade e a vontade em fazer excelentes músicas. Incorporaram mais instrumentos indianos, ditaram essa moda, e inventaram sons com objetos concretos e abstratos.

POLÊMICAS E REVOLUÇÕES Foi o ano em que John Lennon declarou que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo, e desencadeou uma polêmica tão difícil de conter quanto um furacão. Mas o que entornou o caldo de chumbo quente nesse ano foi a produção do sétimo LP (antigo long play, de vinil) da banda, REVOLVER, lançado em agosto desse ano. Um trabalho típico dos Beatles, na verdade a "cara deles": as baladas de Paul McCartney, o beatle mais romântico musicalmente, os rocks pesados de um inconformado John Lennon, as incursões de um introspectivo George Harrison pelo oriente e a viagem com Ringo Star no leme de Yellow Submarine. Revolver é apimentado pelo uso de drogas dos quatro fabulosos, e nitidamente vemos influências químicas e psicodélicas nas canções. Outra revolução também foi com os arranjos, praticamente impossíveis de se reproduzirem na época, tanto que nas apresentações de 1966 não tocaram nenhuma música do novo trabalho. E pela primeira vez um álbum dos rapazes de Liverpool abre com uma música de George Harrison, que teve espaço para três canções nesse disco. Revolver não foi feito propriamente para se dançar, e sim para parar tudo que você estivesse fazendo e simplesmente viajar.


Obs: duas excelentes canções não constaram no álbum, embora tenham participado das sessões de gravação de REVOLVER em Abbey Road. São elas Paperback Writer e Rain, ambas com as características típicas do som dos Beatles na época. Foram lançadas em single.


O CANTO DO CISNE
Os Beatles se apresentaram no Candlestick Park, em San Francisco, EUA, no dia 29 de agosto de 1966 pela última vez, e nunca mais foram vistos tocando juntos num palco. Decidiram parar de excursionar por diversos fatores, principalmente técnicos, mas retiraram-se com a sensação do dever muitíssimo bem cumprido para o show business, e isso gerou especulações quanto à dissolução do grupo. Mas ainda era 1966 e os Beatles ainda tinham muita coisa para mostrar.



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