quinta-feira, 3 de junho de 2010

AMISTOSO: BRASIL X ZIMBABWE

Eu fico em dúvida se nesses amistosos pré-Copa torcemos para que os jogadores da seleção (permita-me colocar com "s" minúsculo) não se machuquem ou que façam uma tonelada de gols... sei não... pelo menos se ganha um cascalho - e que cascalho! - para a CBF garantir a premiação da Copa, bichos e etc. Ou você acha que Kaká, Robinho e cia deixariam suas canelas expostas a troco de nada? E nos treinamentos? Os reservas sempre querem mostrar trabalho e com isso se empenham mais do que o necessário nos coletivos, e já aconteceu várias vezes de perdemos bons jogadores às vésperas de uma Copa por motivos como esse: a própria seleção tirou um craque da Copa. Bem, espero que nosso grande paredão Júlio César tenha levado só um susto.

Uma das justificativas da comissão técnica para enfrentarmos adversários teoricamente fracos seria o fato de evitar lesões. No caso de ontem, jogamos com africanos em cujas veias correm o sangue de seus antepassados indígenas, bravos guerreiros que, para pleitear o cargo de chefe da tribo, precisavam mais do que dar um carrinho forte num leão da savana.


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Ao ver a seleção do Zimbabwe entrar em campo, suas cores me lembraram do extinto Zaire, que enfrentamos em 1974, e curiosamente ganhamos também de 3 a 0. Mesmas cores, mesmo continente de origem e mesma mediocridade de futebol. Mas se eu pudesse voltar 36 anos atrás, como gostaria de poder contar em campo com um dos autores dos 3 gols na ocasião: Rivelino ou Jairzinho....!


No primeiro tempo foi um festival de passes errados que nem o mais obscuro e charlatão dos pais-de-santos teria dado. Nosso principal encarregado de fazer a rede balançar, Luís Fabiano, nem viu a cor da bola. Esse é um dos que, depois desse jogo, nem pode criticá-la tão abertamente como vários de nossos atletas brazucas têm feito com tanta veemência. Culpar a bola? Pelo amor de Deus, que coisa mais absurda!!! Nos tempos de Zico, Sócrates e Falcão você podia colocar no pé deles qualquer objeto que tivesse semelhança com o formato de figura esférica que eles faziam miséria!



Talvez um feiticeiro deva ter sentido orgulho de seu "trabalhinho de vudu tribal" para fazer as pernas de nossos craques(?) errarem tanto assim. Só que nunca deve ter ouvido falar na frase "se macumba ganhasse jogo o Campeonato Baiano terminaria sempre empatado", como dizia nosso filósofo boleiro Neném Prancha. Pelo menos durou alguns minutos, até Michel Bastos, desconhecido por muitos, fazer a bola quase romper a rede do goleiro africano com um míssil à meia distância quando faltavam poucos minutos para o término do primeiro tempo. Robinho, o que menos se poupava, se empolgou e fez o segundo, logo depois. Ele podia ter feito até mais, mas seus companheiros do Santos não vieram na bagagem da seleção e como muitos de nós, sentiu a falta deles.
Kaká: marcado por 3 ou 4 de uma vez

Voltando ao vestiário com dois gols de vantagem, Dunga substituiu quase meio time de jogadores que atuam no exterior, cansados pelas temporadas disputadas, e fez entrar alguns como Daniel Alves, reserva de Maicon, lateral-direito na carteira de trabalho, mas que joga em todas as posições de defesa. E foi o próprio defensor que iniciou a jogada do terceiro e último gol, feito por Elano, já que nossos meias não municiavam nossos atacantes, que por sua vez não quiseram conversa com o gol. Será que Dunga não enxerga uma vaguinha de volante no time principal pro Daniel?
Se formos comparar aos amistosos paralelos jogados pela Alemanha, Argentina, Itália (caramba, acabaram de perder para o México pela primeira vez na vida!), Espanha e cia, até que não fomos mal. Mas a Copa do Mundo de verdade, pelo menos para nós, começará no jogo seguinte ao de Portugal. E até lá, torço para ver Daniel Alves como titular, Kaká totalmente recuperado e Luís Fabiano com fome e sede de gol.
E vamos torcer também para que em vez deles pedirem para a FIFA acertar a confecção da bola, que Dunga peça para eles acertarem mais os pés.

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