domingo, 28 de agosto de 2011

FRASE TRISTE DA SEMANA

“Que país é este que junta milhões numa marcha gay, outros milhões numa marcha evangélica, muitas centenas numa marcha a favor da maconha, mas que não se mobiliza contra a corrupção?”

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O TÚNEL DO TEMPO - SÉRIE DE TV DOS ANOS 70


Quem era adolescente nos anos 70/80 deve se lembrar de "O Túnel do Tempo", um dos melhores seriados americanos que a Tv brasileira apresentava, nos tempos em que a programação era bem mais inteligente e divertida e bem menos apelativa do que a atual. Mas os adolescentes atuais e os adultos saudosistas de hoje também poderiam se deliciar com a série, que foi reprisada em alguns canais da tv a cabo de estilo "retrô".

"The Time Tunnel" foi idealizado pelo criativo Irwin Allen, o mesmo que produziu "Viagem ao Fundo do Mar", "Perdidos no Espaço" e "Terra de Gigantes" entre outros, que fizeram imenso sucesso no mundo inteiro e aqui no Brasil com a garotada dos anos 70. Foi produzida no final da década de 60, nas temporadas de 1967 e 1968.
O seriado baseava-se nas aventuras dos dois cientistas Douglas Phillips e Antony Newman (
respectivamente Robert Colbert e James Darren) nas suas viagens através do tempo, principalmente pelo passado, conhecendo personagens da História Mundial como Mussolini, Napoleão Bonaparte, Helena de Tróia, Abraham Lincoln e até mesmo O Fantasma de Nero, Billy The Kid e Robin Hood. Navegaram pelo Titanic, embarcaram num foguete à Lua e quase morreram juntos com a Ilha de Krakatoa no maior desastre vulcânico de todos os tempos. Lembrando disso, o seriado até ensinava aos telespectadores cultura histórica devido às situações de risco e personagens com quem se confrontavam.


Mas os dois sempre saíam ilesos das dificuldades, graças às suas inteligências acima do normal e de suas habilidades em vários estilos de lutas marciais, nos quais eram peritos.

A equipe do Túnel do Tempo, que se localizava num laboratório no subsolo do deserto do Arizona, EUA, monitorava os rapazes na ânsia de trazê-los de volta, mas sempre falhavam, embora na maioria das vezes conseguiam transferi-los para outra época salvando-os de uma situação perigosa. A desculpa das falhas era sempre que "o túnel ainda não tinha sido aperfeiçoado..." sim, pois Tony fora o primeiro a se mandar antes mesmo dos testes definitivos, e se arriscar, para evitar o ameaçado corte de verba do governo, mostrando a um senador americano a importância do projeto. Doug foi atrás para tentar resgatá-lo pois Tony embarcara literalmente na maior canoa furada: o Titanic!! A solidariedade sempre foi uma das virtudes dos dois cientistas, pois por onde quer que passassem e vissem alguém ou um grupo em dificuldades, sempre tentavam ajudar e se ajudavam mutuamente, apesar das diferentes personalidades: Tony Newman era um jovem, impetuoso e emotivo, enquanto Doug Philips era mais maduro e extremamente racional e sagaz.
Um dos membros da equipe era a belíssima Lee Meriwether (Dra. Ann MacGregor) ex-miss EUA e que fez o papel da Mulher-Gato no filme-piloto de outro seriado dos anos 60 muito cultuado até os dias de hoje: Batman. Os únicos elos entre a equipe e os dois cientistas-aventureiros eram através de imagens pelo telão do túnel, algumas raras comunicações de voz e um ou outro equipamento ou arma que eram enviados para auxiliar os heróis. De vez em quando a equipe consultava o computador histórico em busca de informações que ajudassem a monitorar e de alguma forma tentar transferir ou localizar os rapazes. Se naquela época existisse o Google.... como as coisas teriam sido mais fáceis para a equipe do Túnel!

Há controvérsias sobre o fim do seriado, produção dispendiosa ou insatisfação dos envolvidos no projeto. Foram produzidos apenas 30 episódios, e infelizmente não houve um que marcasse o final triunfal da série com o retorno dos dois cientistas.

Nessa época os americanos pareciam ávidos em querer mostrar ao mundo, mesmo em filmes e séries de ficção, o seu domínio pelas pesquisas científicas e a conquista do espaço, tendo em vista que produziam seriados, não só como o Túnel do Tempo, no qual num dos episódios Tony e Doug se viam numa expedição num foguete à Marte, mas também "Perdidos no Espaço" e o lendário filme "2001: Uma Odisséia no Espaço" de Stanley Kubrick, de 1968.
Isso veio a se concretizar na vida real através da Missão Apollo 11, a quinta tripulada do Programa Apollo e primeira a pousar na Lua, em 20 de Julho de 1969, tripulada pelos astronautas americanos Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins.

Mas, em algum lugar do tempo e da Tv, Doug e Tony devem estar em mais uma aventura fantástica para aprendermos com a dupla um pouco de história....


Enquando os doutores Tony Newman e Doug Philips não voltam ao nosso tempo, baixe nesse link todos os episódios da série:

http://www.degratisdownload.net/2009/08/tunel-do-tempo-serie-download-1966-1967.html


CURIOSIDADES SOBRE A SÉRIE:

1) Uma das perguntas mais feitas pela dupla era "Onde estamos?" sempre no início de cada episódio. Como Tony e Doug eram cientistas com alto nível de cultura e sagacidade, logo descobriam.

2) Raras vezes os rapazes mencionavam a volta pra casa. Num episódio onde descobriam um projeto de um túnel do tempo soviético em 1956, veem uma barra luminosa vinda do túnel deles, e Doug menciona o fato de voltar.

3) No episódio "O Dia em que o Céu Desabou", Tony Newman se encontra com ele mesmo (criança) e com o próprio pai que era militar na época da Segunda Guerra Mundial. O episódio enfoca o ataque japonês a Pearl Harbor no ano de 1941.

4) Em "O Fim do Mundo" quando os rapazes são transferidos no final, o Túnel falha novamente e são separados. Tony vai parar no deserto do Arizona, logo acima do laboratório do Túnel do Tempo... em 1958, 10 anos antes do projeto! Abordado por seguranças, que acham que Tony está louco, Doug, que já trabalhava no projeto, aproxima-se de carro, mas como eles ainda não se conhecem ignora a presença de Tony e manda que a segurança o leve à cidade. Desesperado, Tony implora a Doug que o ajude.

5) Tony consegue voltar para casa quando é transferido da Ilha de Krakatoa. Mas só por pouquíssimos segundos. Prestes a ser jogado na lava, é transferido no exato momento e se salva. Chega e vê todos os membros da equipe do Túnel do Tempo congelados no tempo. Mas é o suficiente para escrever um bilhete ao Dr.Raymond Swain (John Zaremba) e levar informações dos arredores de Krakatoa e transfere-se para o mesmo lugar e tempo, a fim de salvar Doug.

6) A única vez em que encontram de verdade em tempo e lugar com alguém da equipe é no episódio "Os Raptores", vivenciado no ano de 8433 no futuro. É a Dra. Ann, que ao se despedir de volta para o Túnel, dá um beijo em cada um dos rapazes.

7) Falando em beijo, apesar de conhecerem algumas mulheres em suas incursões no tempo, Tony e Doug quase nunca tiveram a oportunidade de se envolverem emocionalmente com alguma delas. O que havia era um beijo eventual, e geralmente o contemplado era Tony. Mas, no episódio "Marco Polo", Tony e a Princesa Sarite se apaixonam, e ele pensa em permanecer na época sem voltar ao Túnel para ficar com a princesa e chega a se desentender com Doug, pois este acha isso um absurdo e tenta convencê-lo do contrário. Depois, como se espera de dois bons amigos, Tony acaba caindo na real e se desculpa com Doug.


PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR, OU SEM RESPOSTAS PLAUSÍVEIS:

1) Tony e Doug nunca sentiam fome ou sono?


2) Os dois cientistas-aventureiros nunca tinham a oportunidade de tomar banho ou trocar de roupa?

3) Se mais de uma vez a equipe do Túnel conseguiu transferir um guarda da segurança e logo depois trazê-lo, bem como um índio (no episódio "Massacre") e outros, por que não faziam o mesmo com Tony e Doug?

4) Os principais membros da equipe do Túnel do Tempo, General Kirk, Dr.Raymond e Dra. Ann nunca descansavam? Será que eles ficavam 24 horas por dia monitorando as viagens de Tony e Doug?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

18 de Agosto - Dia Mundial da Fotografia

Hoje é o Dia Mundial da Fotografia. Aproveitando a data, posto uma foto bem carioca que bati de um dos cartões postais do meu lindo Rio de Janeiro: o Pão de Açúcar.
Detalhe: foi tirada do alto de um prédio no bairro do Flamengo com uma das primeiras máquinas fotográficas digitais.
Um abraço a todos os amantes da fotografia!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mendonça - Nem todo craque nasce para ser campeão


Nas grandes injustiças do futebol, desde que o paulista Charles Miller introduziu o esporte em nossas terras, consta o fato de verdadeiros pernas-de-pau terem se sagrado campeões mundiais pela Seleção Brasileira. Porém, existe outra injustiça dentro do futebol: o fato de craques consagradíssimos que jamais tiveram o triunfo de ter ajudado a erguer sequer uma taça de campeão estadual.
É o caso de Milton da Cunha Mendonça, mais conhecido como Mendonça, meio-de-campo de estilo clássico, que encantou os gramados brasileiros nas décadas de 70/80 envergando a camisa do Botafogo de Futebol e Regatas.


Mendonça, nascido no Rio de Janeiro, em 23 de maio de 1956, era o craque certo nas décadas erradas para o alvinegro carioca. Filho de um ex-zagueiro do Bangu, também conhecido como Mendonça, era a verdadeira estrela solitária de um clube que vivia seu mais longo jejum de títulos, que foi de 1969 a 1987, pois de 1975 a 1982, como profissional, ele defendeu com seus pés e seu coração o Glorioso, que nessa época não tinha do que se vangloriar pois só dava o Flamengo de Zico, Júnior e cia.
Mendonça tinha um pouco de Heleno de Freitas, não pela rebeldia, pois era tímido, fechado e disciplinado, mas pela classe e perfeição com que executava todos os fundamentos do futebol no clube de coração no qual jamais foi campeão, assim como Heleno. Mendonça causava pânico aos adversários na hora de cobrar uma falta... lembro perfeitamente como eu me sentia nessa hora quando estava na torcida do Flamengo, rezando para ele errar... mas na maioria das vezes as minhas orações não eram atendidas. Mendonça cabeceava e lançava com perfeição, chutava com confiança e exímia pontaria, e apesar de ter sido um mestre do drible, só o fazia - e muito bem - na hora exata. Foi jogando um futebol desta categoria que Mendonça chegou aos 118 gols em 342 partidas pelo Botafogo, sagrando-se o 14º maior artilheiro do clube em toda sua história, e seu maior artilheiro na fase "Marechal Hermes". Enquanto as torcidas rubro-negra, tricolor e cruzmaltina humilhavam os alvinegros nas arquibancadas do Maracanã cantando "É todo dia, é todo ano, botafoguense vai virar corintiano" - pois o Timão também amargou mais de 20 anos sem título - Mendonça respondia nos campos com seus gols e futebol magistral, inconformando-se desta forma com a afronta à sua torcida.




Em 1981 o título chegou perto quando o Botafogo esteve nas finais do Campeonato Brasileiro. O Fogão havia eliminado o timaço do Flamengo (que fora campeão mundial nesse ano) ganhando de 3 a 1, muito graças a Mendonça, que fizera dois gols - um deles, o mais marcante em sua carreira, após um drible que deixou sem pai nem mãe logo quem? Júnior, titular absoluto da lateral-esquerda da Seleção Brasileira - e dando o passe para Jérson (com J mesmo) fazer o dele.
Este foi o gol, posteriormente chamado de "Gol Baila Comigo) mais significativo de toda sua carreira, merecendo até uma placa comemorativa no Maracanã, a qual foi retirada do estádio tempos depois, inexplicavelmente.
Mas o sonho acabou quando o Botafogo enfrentou o São Paulo no Morumbi. O tricolor paulista ganhou de virada com o placar de 3 x 2 e tirou o Fogão do Campeonato, mas o campeão acabou sendo o Grêmio porto-alegrense.
A torcida tinha uma relação de amor e ódio com Mendonça... amor, pois ele era jogador e torcedor declarado do Fogão, e ódio, pelo fato da responsabilidade do fracasso de títulos sempre cair injustamente nas costas da estrela solitária da companhia, que sempre lutou como um guerreiro, muitas vezes sozinho, para reverter as situações desfavoráveis dentro das quatro linhas.
Desgastado e desgostoso no alvinegro, Mendonça saiu em 1983 contratado pela Portuguesa de Desportos. Mas, nos clubes seguintes, como Palmeiras, Santos, Al Saad (Catar), Grêmio (RS), Internacional de Limeira (SP), São Bento (SP) e Bangu, (clube no qual iniciou e encerrou a carreira em 1990), o craque também não sentiu o prazer de ganhar um título sequer.
Talvez, no ano anterior à sua aposentadoria, quando contava com 33 anos de idade, Mendonça poderia ter sido o maestro alvinegro no ano em que o clube quebrou o jejum de 21 anos sem título. Certamente o craque teria preferido unicamente ser campeão de 1989 pelo Botafogo, ajudando seu clube de coração a levantar o lendário título. Teria valido por todos que ele não conseguiu vencer em toda sua carreira. Ainda assim, Mendonça já está na história do Botafogo Futebol e Regatas como um ídolo inesquecível.
Além da falta de títulos, curiosamente seu nome também não foi lembrado pelos técnicos das seleções brasileiras na época em que ele estava no auge de sua forma física e técnica, e essa é outra injustiça imperdoável feita ao grande meia-armador. Imaginem como teria sido fantástico vê-lo dividir o campo no mesmo time em que jogassem craques contemporâneos do quilate de Sócrates, Zico e Falcão.
Em fevereiro de 2008, uma homenagem a Mendonça foi feita ao imortalizar seus pés na "Calçada da Fama" do Maracanã. Em agosto do mesmo ano o Botafogo lançou uma camisa retrô, também em sua homenagem. Pode ter servido para amenizar um pouco a falta de títulos de uma carreira brilhante no futebol brasileiro.


No dia 5 de julho de 2019, Mendonça faleceu após dois meses de internação em estado grave da CTI do Hospital Albert Schweitzer. Uma queda na estação de trem Guilherme da Silveira, em Bangu, agravou seu estado, por conta de uma infecção no fígado e nos rins. O ex-jogador teve problemas com alcoolismo nos últimos anos de vida.
O ex-jogador do Flamengo Adílio, contemporâneo de Mendonça no futebol carioca, também camisa 8, ainda tentou ajudá-lo internando-o o ex-adversário, mas amigo, na Clínica Jorge Jaber. Infelizmente, o humano esforço de Adílio não foi o suficiente para a recuperação total do grande maestro do Botafogo. Restou a todos, torcedores e adversários, as lembranças de seu futebol de altíssima categoria.

"Sou botafoguense. Não tem como eu não ser... não tem como!"

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Josy Marques

Curtam uma das mais lindas vozes gospel da atualidade no videorelease da cantora e missionária Josy Marques, gravado no studio Rick Luna em Campo Grande, Rio de Janeiro.
A letra diz que o céu é lindo... pela interpretação magnífica de Jose, podemos nos sentir literalmente nas nuvens..!



Álbum: Para voltar a Viver
Musica: O Céu é Lindo
Direção e Produção: Elisangela de Barros / Estilo Marketing e Assessoria

sábado, 16 de julho de 2011

Brasil na Copa América 2011


Confesso que eu andava meio distante de meu blog, e peço desculpas para você, que gosta de acompanhá-lo... por enquanto o Blog do Barão é um divulgador de meu trabalho jornalístico, mas tento mantê-lo no ar atualizado. Quem sabe o Blog pode servir como uma porta a ser aberta para entrar em dimensões mais rentáveis.... enquanto isso não acontece, corro atrás das soluções imediatas para garantir minha sobrevivência.
Demorei a escrever sobre nossa Seleção na Copa América, mas enquanto estamos torcendo por mais um êxito verde e amarelo, vamos a isso.
Não me animei em escrever sobre os dois primeiros jogos nos quais empatamos com as poderosas esquadras venezuelana e paraguaia. O primeiro, um jogo que até me ajudou a dormir melhor, pois deu um sono danado. O segundo, jogo para cardíaco, com um empatezinho no final. Depois, a recuperação contra o grande Equador. Pude tirar poucas conclusões nos dois primeiros jogos, e uma delas é a de que Daniel Alves tá se achando, e acabou perdendo o lugar na equipe para seu reserva Maicon, o melhor em campo no último jogo, responsável pela maioria das jogadas de ataque pelo lado direito e bem na marcação também. Melhor o Dan botar de molho as barbas e os cabelos de nova cor... tudo a ver: amarelou bonito o grande lateral do Barcelona. Terá que mudar coisas mais importantes do que a cor das madeixas para ter seu lugar de volta na Seleção.
Ainda bem que o Pato e o Neymar voltaram a fazer o que sabem de melhor: gols! Dois para cada um, e Robinho, cujo banco de reservas deve ter feito bem, voltou e se recuperou da última péssima atuação. Botar culpa no cabelo "à lá Pelé" é uma bobagem sem tamanho, que me perdoe os supersticiosos, mas, ainda sem brilhar, ele foi importante contra o Equador, dando nova movimentação no ataque, fazendo um gol legítimo, anulado pelo juiz, um verdadeiro tapir.
Aliás, sem comparar Seleção Brasileira com Sansão e sem querer ser supersticioso, você reparou que as mudanças de cabelo em dois craques influenciaram no rendimento deles?
Enquando estiver bem fisicamente, pois técnica ele tem, Maicon, um dos remanescentes da Era Dunga, é titular absoluto dessa lateral. Falando em Dunga, será que ele não estava certo em não ter levado Neymar para a Copa da África? Se o "pica-pau" da Vila sentiu tanto os dois primeiros jogos da Copa América, como seria no Mundial?
Melhor um pouco que ele, mas ainda discreto, foi seu parceiro santista, Paulo Henrique Ganso. É muito cedo para dizer que ambos os dois são jogadores de clube e que amarelam na Seleção. Os jornalistas e a torcida brasileira pediam incessantemente Ganso e Neymar, Mano os convocou. Não para fazer média, mas os dois são os melhores jogadores do país e merecem vestir a amarelinha. Mano Menezes não pode fazer mais que convocar os melhores, substituir quem está mal, modificar quando deve e traçar o plano tático ideal.
Há muito tempo que o Brasil usa Copa América como laboratório, e esse título para a Seleção tem a importância do título carioca para o Flamengo ou Vasco. Já que é assim, que essa Copa América sirva mesmo para um bom laboratório, para colhermos o fruto mais importante em 2014.
Amanhã vamos torcer para que esse laboratório continue. É necessário.
Bração a todos!!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

COPA DE 2014 NO BRASIL E AS POLÊMICAS


Recebi uma crítica relacionada ao filme que postei (e filmei) da reforma do Maracanã no meu Facebook, na ocasião em que visitava o Museu do Maracanã, então decidi me dar ao direito de resposta. A crítica dizia que o Brasil não está preparado para sediar eventos como o Mundial de Futebol, que o evento seria para países de primeiro mundo, não para um país onde a corrupção é marcante.
O porteiro do meu prédio, dentre outras pessoas, também comentou comigo que era contra a realização desse tipo de evento, por achar que seria muito mais importante investir na educação, saúde, segurança e transporte do povo. Não me queixo de críticas, aliás, a adversidade das opiniões servem para que possamos debater conscientemente sobre soluções para a melhoria de vida do povo e às vezes chegarmos a um denominador comum.
Mas pessoas têm a mania de pensar no imediatismo, daí as críticas sem mesmo querer analisar, pois dá muito trabalho.
Não sou contra a Copa do Mundo, muito pelo contrário: sou apaixonado por futebol. Obviamente que é necessário ter toda uma infraestrutura, que vai desde a saúde até o transporte público, daí a necessidade de investimentos, e estes vêm, não só do Estado, mas das empresas privadas envolvidas no projeto. Isso poderá dar um retorno de quase 200 bilhões para a economia brasileira, graças muito em parte ao turismo. Pensemos em quantos hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos estão sendo construídos e reformados e que gerarão mais empregos. E o aumento do consumo, devido à circulação de turistas nacionais e estrangeiros no Brasil, que poderá acrescentar ao PIB quase 50 bilhões.
Tem também o "antes, durante e depois". Depois disso tudo, o Brasil poderá continuar com essa infraestrutura para abrigar futuros eventos, a não ser que os estádios, restaurantes, hotéis e demais construções sejam demolidos.
Agora, nossa maior preocupação: a corrupção. O que o Estado fará com esse dinheiro já é um outro assunto. Nossa torcida também deve ser para que se faça uso correto do montante de dinheiro que se poderá faturar e cobrar isso dos governantes, dos políticos. Espero que o porteiro do meu prédio, junto com outras pessoas - assim como eu - sobrevivam para ver esse dinheiro bem empregado, a favor do povo.
É um absurdo dizer que o Brasil não ganhará nada sendo sede de eventos esportivos de grande porte como Copa do Mundo e Olimpíadas, só que, deve-se fazer uma "CPI da Copa", ou "da Olimpíada" para saber onde será empregado todo esse dinheiro.
Se você que está lendo esse artigo também é contra o Brasil sediar eventos de grande porte, escreva para mim. Quem sabe, de uma discussão inteligente e flexível, não saiam boas resoluções...
Torçamos bastante, também, para que consigamos colher os frutos de futuros grandes eventos mundiais em benefício do povo.

A COPA DE 2014 NO BRASIL E SUAS POLÊMICAS



Recebi uma crítica relacionada ao filme que postei (e filmei) da reforma do Maracanã no meu Facebook, na ocasião em que visitava o Museu do Maracanã, então decidi me dar ao direito de resposta. A crítica dizia que o Brasil não está preparado para sediar eventos como o Mundial de Futebol, que o evento seria para países de primeiro mundo, não para um país onde a corrupção é marcante.
O porteiro do meu prédio, dentre outras pessoas, também comentou comigo que era contra a realização desse tipo de evento, por achar que seria muito mais importante investir na educação, saúde, segurança e transporte do povo.
Mas algumas pessoas têm a mania de pensar no imediatismo, daí as críticas sem mesmo querer analisar, pois dá muito trabalho.
Não sou contra a Copa do Mundo, muito pelo contrário: sou apaixonado por futebol. Obviamente que é necessário ter toda uma infraestrutura, que vai desde a saúde até o transporte público, daí a necessidade de investimentos, e estes vêm, não só do Estado, mas das empresas privadas envolvidas no projeto. Isso poderá dar um retorno de quase 200 bilhões para a economia brasileira, graças muito em parte ao turismo. Pensemos em quantos hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos estão sendo construídos e reformados e que gerarão mais empregos. E o aumento do consumo, devido à circulação de turistas nacionais e estrangeiros no Brasil, que poderá acrescentar ao PIB quase 50 bilhões.
Agora, nossa maior preocupação: a corrupção. O que o Estado fará com esse dinheiro já é um outro assunto. Nossa torcida também deve ser para que se faça uso correto do montante de dinheiro que se poderá faturar e cobrar dos governantes, dos políticos. Espero que o porteiro do meu prédio, junto com outras pessoas - assim como eu - sobrevivam para ver esse dinheiro bem empregado, a favor do povo.
É um absurdo dizer que o Brasil não ganhará nada sendo sede de eventos esportivos de grande porte como Copa do Mundo e Olimpíadas, só que, deve-se fazer uma "CPI da Copa", ou "da Olimpíada" para saber onde será empregado todo esse dinheiro.
Obrigado por ler até o final.
Torçamos bastante, também, para que consigamos ver os frutos de grandes eventos mundiais a favor do povo.

sábado, 16 de abril de 2011

O GÊNIO DE TODOS OS HUMORES

Há 40 anos, no dia 25 de dezembro de 1977, um dos mais amados artistas de todos os tempos, "Sir" Charles Spencer Chaplin, ou "Carlitos", para nós, nos deixava.
Chaplin era completo: atuava, dirigia, escrevia os roteiros e produzia os próprios filmes, além de compor algumas trilhas sonoras inesquecíveis, como a canção "Smile" do filme "Tempos Modernos" de 1936 e até chegou a ganhar o Oscar de Melhor Trilha Sonora pelo filme "Luzes da Ribalta", de 1952.
Charles Chaplin, que nascera em Londres, era filho de artistas de music-hall. Charles Spencer Chaplin Sr., seu pai, e sua mãe Hannah cantavam e atuavam, mas sua infância não foi um show da Broadway. Seu pai era alcoólatra e faleceu de cirrose quando Chaplin tinha 12 anos. Sua mãe enlouquecera e o menino foi levado para um orfanato, mas seu talento precoce o tiraria da miséria e o levaria à carreira que definitivamente o consagraria no show business.


O personagem criado por ele, "o vagabundo", mostraria sua faceta mais genial, pois era composto por um irreverente sujeito que usava bengala, chapéu-coco, bigodinho, calças, paletó e sapatos rotos, mas sabia ter refinadas maneiras. Um contraste interessante para a época. Ele sempre esteve muitos anos à frente de seus colegas artistas.
Extremamente inteligente, criativo e sem papas, cardeais ou o que fosse na língua, criou a "United Artists" em 1919 para poder ficar livre em suas criações cinematográficas. Mas, por mais decepcionante que possa parecer, o diretor e produtor Charles Chaplin era completamente diferente de seu personagem irreverente e cômico, pois tinha obsessão pelo perfeccionismo, chegando algumas vezes a repetir algumas cenas centenas de vezes e se mostrava aborrecido e revelava seu temperamento, que era considerado no mínimo difícil, diante da equipe de filmagem e elenco. Mas, deixando de lado o stress e o embaraço, trabalhar com Chaplin deve ter sido uma experiência ímpar.



Apesar de todo sucesso nos seus mais conhecidos filmes, a estrela já começava a brilhar nos engraçadíssimos curtas, como "The Rink", de 1916.
Recusava-se a produzir filmes sonoros, uma novidade no final da década de 20, ainda assim não conseguiu resistir muito tempo, apesar de argumentar que "A ação é geralmente mais entendida do que palavras"."Tempos Modernos" foi sua primeira obra de pequenas introduções no cinema falado.
Seu primeiro filme falado foi "O Grande Ditador" (1940) no qual ele interpretou duas personagens completamente distinas: um tipo de clone de Hitler e um barbeiro judeu, e corajosamente satirizava o nazismo e os líderes políticos do mal: Hitler e Mussolini.


Casou-se quatro vezes e desses relacionamentos nasceram onze rebentos. Um deles, Geraldine Chaplin, fez o papel de sua mãe em seu filme biográfico, estrelado por Robert Downey Jr. em 1992.


Devido à sua posição política de esquerda e críticas ao capitalismo em filmes - como em Monsieur Verdoux (1947) - Chaplin foi incluído na - como era chamada por eles - Lista Negra de Hollywood. Em 1952 o autor de "Em Busca do Ouro", que fixara residência em Beverly Hills, EUA, viajou para Londres para a estréia do filme Luzes da Ribalta. Seus inimigos políticos norteamericanos souberam da viagem e negociaram com o Serviço de Imigração para revogar seu visto, exilando-o do país. Devido a acusações que ele alegara falsas, decidiu nunca mais entrar nos Estados Unidos. Ficou extremamente desapontado com as autoridades estadunidenses e decidiu morar em Vevey, Suíça.
Mas, 20 anos depois, com a saúde um tanto debilitada, voltara para receber o Oscar Honorário pelo "efeito incalculável que teve em tornar os filmes a forma de arte deste século". Ele saiu de seu exílio suíço para receber esse prêmio, e recebeu a mais longa ovação em pé da história do Oscar, com uma duração total de dez minutos. Faleceu dormindo aos 88 anos de idade em consequência de um derrame cerebral, no Dia de Natal de 1977. Oona, sua última esposa, pranteou sua morte até vir a falecer também, em 1991.

O legado do artista, que conseguia com extrema genialidade tanto nos fazer chorar de emoção quanto de rir, ficou para sempre nas películas que não tinham cor, mas possuíam inteligentíssimo humor.


The Rink ("Carlitos patinador" - título no Brasil) é um curta-metragem mudo, produzido em 1916.
Carlitos, que trabalha como garçom num restaurante, usa seu horário de almoço para patinar, criando também as engraçadíssimas confusões de sempre.
Co-estrelando Edna Purviance, uma das atrizes preferidas de Chaplin.

domingo, 10 de abril de 2011

DISCOTECA BÁSICA DO BARÃO - LADO B - The J. Geils Band


A J. Geils Band foi uma banda de rock de Massachusetts, EUA, que fez muito sucesso nos anos 70. Seu estilo variava entre o Rock, Blues-rock e Rhythm and blues, mas só um pouco depois aderiu ao Pop-Rock.
A banda deu o pontapé inicial em sua carreira na década de 60 como um "power-trio" de blues, contando com o vocalista John Geils Jr., o baixista Danny Klein e o harpista Richard Salwitz. Depois, juntaram-se ao grupo o baterista Stephen Jo Bladd, o guitarrista Peter Wolf e o tecladista Seth Justman. Assinaram contrato com a Atlantic Records em 1970.
Nos anos 80 houve desentendimentos em relação ao estilo do grupo. Não conseguiram entrar em acordo se seguiam o apelo comercial ou se mantinham o estilo. O grupo nunca mais se juntou com o guitarrista Peter Wolf até 1999. O grupo se separou de novo pois as vendas das bilheterias decepcionaram. Wolf continuava a excursionar com sua própria backup band, e o The J. Geils Band fazia aparências ocasionais até a saída de Geils da banda para mudar radicalmente de profissão: restaurar carros esportivos em Massachusetts!
Postei aqui um videoclip do maior sucesso da J. Geils Band: "Centerfold", de 1982. Você vai logo identificar e reviver esse excelente rock.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

UM ANJO NEGRO EM NOME DO AMOR


Ele tinha um sonho que até hoje não virou realidade, e em pleno Terceiro Milênio as chances dele virar real ainda são remotas. Ele tinha um sonho no qual todos os homens seriam tratados com igualdade pela sociedade mundial, independente da raça ou credo, apesar de que seu sonho ainda era local. O sonho que o estadunidense Martin Luther King Jr. tinha tornou-se um pesadelo para ele e para muitos, quando um tiro calou seu discurso para sempre, há exatamente 49 anos, quando fora assassinado na cidade de Memphis, EUA, deixando a raça negra órfã. Luther King nasceu em Atlanta, EUA, no dia 15 de janeiro de 1929, e foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz, com apenas 35 anos de idade. Seus protestos não tinham violência. Luther King seguia o estilo de Gandhi. Organizou marchas para conseguir o direito ao voto, fim da segregação, das discriminações no trabalho, pronunciou-se contra a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã e lutou por outros direitos civis básicos. Em função de sua atuação social e política, Luther King jamais se intimidou, mostrando ser um homem de extrema coragem, despertando muito ódio naqueles que defendiam a segregação racial nos Estados Unidos. Durante quase toda sua vida adulta, foi constantemente ameaçado de morte por estas pessoas e grupos.

Luther King não era apenas um ativista político. Veja algumas célebres frases dele:

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."

"Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios."

"O que vale não é o quanto se vive...mas como se vive.."

"Nós não podemos nos concentrar somente na negatividade da guerra, mas também na positividade da paz"

"Suba o Primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo."

"Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele."

Veja o discurso "Eu tenho um sonho" no You Tube - legendas em português: http://www.youtube.com/watch?v=yCLCyvF9p7g&feature=player_embedded


Se o negro conquistou seu espaço no mundo inteiro, isto se deve graças ao ativismo político do Pastor Martin Luther King. 
Mas digo que o pastor não lutava unicamente pela raça negra e desigualdade racial. Quando ele foi assassinado, estava em Memphis, Tennessee, para apoiar a greve dos trabalhadores em serviços sanitários. Discursou contra os malefícios da Guerra do Vietnã. O corajoso ativista político lutava pela raça humana. Tinha apenas 39 anos de idade.
Aonde quer que ele esteja agora, sua presença de espírito ainda vagueia nas lutas pacíficas pelos direitos humanos, como se, para ele, uma simples bala, um objeto tão pequeno, fosse capaz de fazê-lo se calar para sempre.

sábado, 26 de março de 2011

A ANÁGUA COR-DE-ROSA


Norberto adorava jogar futebol, e dizem que essa paixão surgiu antes de nascer, pois a mãe sentia seus chutes ainda no ventre. O pai, entusiasta do esporte bretão, vivia dizendo a cada pontapé, dos quais a pobre esposa grávida se queixava, que "esse moleque vai ser um craque!"
Norberto nasceu, cresceu, e a cada Natal ou aniversário o presente tinha que ser uma bola ou item de futebol. Trocava de bola todo ano, dormia com a bola, fazia suas refeições com a bola, tomava banho com a bola, como se a bola fosse um organismo do corpo de Norberto. No colégio só queria saber de jogar futebol, e por causa disso a maioria de suas notas também era do formato de uma bola.
Mas Norberto não ligava. Claro que queria ser jogador. O pai o colocara numa dessas escolinhas de futebol treinada por ex-jogadores que insistem em passar o resto da vida em contato com os gramados, de uma forma ou de outra. Sabe essas escolinhas onde os pais colocam os filhos achando que o moleque vai sair de lá como craque? Nem lhe passam pela cabeça que é preciso nascer com o dom, como Norberto, que fazia uma média de 5 gols a cada treino na escolinha.
Adolescente, Norberto bem que tentou. Fez testes no Bonsucesso, no São Cristóvão, foi para Campos treinar no Americano. Viajou até para o interior de São Paulo para tentar a sorte no XV de Piracicaba. A intenção era começar a carreira num clube pequeno para depois passar para um grande. Passou em todos esses testes, mas ficou queimado pelos responsáveis por todas as peneiras em que passou, pois era indisciplinado, não conseguia trabalhar em grupo com os colegas, não seguia as instruções dos técnicos. O seu recorde pessoal foi de três meses na Portuguesa Santista, mas aí descobriu-se outro defeito que estragava-lhe a vocação para boleiro: odiava as concentrações e vivia fugindo delas.
O futebol perdeu um craque, mas o Banco do Brasil ganhou um funcionário. Vendo que sua carreira de jogador escorria pelos dedos como água, tentou um concurso no Banco do Brasil e passou, em último lugar, diga-se de passagem. Era adorado pelo gerente de sua agência pelo futebol magnífico que deixava correr pelos gramados dos campeonatos dos bancários. O Banco era sempre campeão graças aos gols e jogadas de Norberto. Mas teve um período de má fase na ocasião do campeonato do ano em que comemorava quatro anos de Banco.
Como não jogava sem uma cueca boxer por baixo do calção, um dia, por falta de uma roupa de baixo limpa, resolveu pegar a cinta-anágua cor de rosa da mãe, lisa, leve e do tamanho ideal. Usando-a por baixo, não tinham como descobrir, e a peça ficou perfeita como luva em Norberto. Nesse mesmo dia sua má fase acabou e arrasou com o adversário, marcando três gols e fazendo as jogadas para os outros dois. Supersticioso, atribuiu o fim da má fase à roupa de baixo da mãe - que depois perguntaria "onde foi parar minha cinta?" - e terminou o restante do campeonato jogando com a peça feminina por baixo do calção, levantando a taça, se tornando o artilheiro e o craque do torneio, com direito a um troféu "Chuteira de Ouro" e aparição no "Bola Cheia" do Fantástico.
Mas ai de Norberto se os colegas de equipe descobrissem aquela cinta feminina por baixo do calção. Claro que tinha medo que duvidassem de sua masculinidade ao ver a peça, que tanto dera sorte, ao tirar o uniforme no vestiário. Tomava todas as precauções possíveis e impossíveis, nem passando pelo vestiário para tomar banho após os jogos, indo embora com o uniforme de campo mesmo.
Só que um dia ficou meia hora depois de um jogo para aprimorar-se na cobrança de faltas, como Zico fazia no Flamengo. Ela apenas ele, a bola e a trave e aparentemente todos tinham ido embora. Nesse dia resolveu tomar um banho antes de ir pra casa, e achando-se completamente sozinho no vestiário, tirou o calção e ficou só de cinta, enquanto pegava a toalha e a saboneteira para dirigir-se ao chuveiro e dá de cara com a porta de um reservado para vaso sanitário abrindo-se abruptamente. Era o grande amigo Valtinho, que estava com problemas intestinais justamente naquele dia. Ambas as faces se olhando arregaladamente numa mútua surpresa e decepção: de Norberto por uma pessoa ter descoberto o que costumava usar debaixo do calção - de Valtinho, por passar a duvidar da masculinidade de Norberto, que sentiu a necessidade de dar uma explicação. Valtinho, ainda atônito, esperou Norberto arrumar-se e foram pra casa juntos. No ônibus Norberto explicara tudo para Valtinho, que acabou entendendo a superstição do amigo. Até riram muito depois.
Muitos jogos, muitos gols e muitas boas atuações e mais uma vez o Banco do Brasil se sagrava campeão graças ao futebol e - vai saber - o amuleto feminino de Norberto, que insistia em usar. Mas eis que no campeonato do ano seguinte, o craque e artilheiro não fora mais ele, mas sim o amigo Valtinho, cabeça de área razoável, que arrebentara em todos os jogos e substituiu o futebol feijão-com-arroz pelo caviar com champagne, superando então o amigo, ganhando os mesmos troféus que Norberto estava acostumado a levantar. Todos ficaram surpresos com a performance de Valtinho, que até então só se destacava pelas roubadas de bola aos adversários. "Que houve, Valtinho? Andou tendo aulas com o Ronaldinho?" indagavam os colegas. Com um sorriso vitorioso e maroto, ele confirmava que sim, de brincadeira.
Mas o mais desconfiado na história fora o amigo Norberto. "Como é que esse cara de repente passa a tratar a bola com tanta intimidade...?" Mistério total. Menos para Valtinho e sua "cúmplice".
Chegando em casa, após a comemoração numa churrascaria de mais um campeonato conquistado pelo banco, Valtinho se livra da mochila e tira uma peça, entregando à esposa: "Carol, põe de molho porque no ano que vem tem mais."
E Carol coloca uma cinta-anágua cor lilás de molho no sabão.

A ANÁGUA COR-DE-ROSA




Norberto adorava jogar futebol, e dizem que essa paixão surgiu antes de nascer, pois a mãe sentia seus chutes ainda no ventre. O pai, entusiasta do esporte bretão, vivia dizendo a cada pontapé dos quais a pobre esposa grávida se queixava que "esse moleque vai ser um craque!"
Norberto nasceu, cresceu, e a cada Natal ou aniversário o presente tinha que ser uma bola ou item de futebol. Trocava de bola todo ano, dormia com a bola, fazia suas refeições com a bola, tomava banho com a bola, como se a bola fosse um organismo do corpo de Norberto. No colégio só queria saber de jogar futebol, e por causa disso a maioria de suas notas também era do formato de uma bola.
Mas Norberto não ligava. Claro que queria ser jogador. O pai o colocara numa dessas escolinhas de futebol treinada por ex-jogadores que insistem em passar o resto da vida em contato com os gramados, de uma forma ou de outra. Sabe essas escolinhas onde os pais colocam os filhos achando que o moleque vai sair de lá como craque? Nem lhe passam pela cabeça que é preciso nascer com o dom, como Norberto, que fazia uma média de 5 gols a cada treino na escolinha.
Adolescente, Norberto bem que tentou. Fez testes no Bonsucesso, no São Cristóvão, foi para Campos para também treinar no Americano. Viajou até para o interior de São Paulo para tentar a sorte no XV de Piracicaba. A intenção era começar a carreira num clube pequeno para depois passar para um grande. Passou em todos esses testes, mas ficou queimado pelos responsáveis por todas as peneiras em que passou, pois era indisciplinado, não conseguia trabalhar em grupo com os colegas, não seguia as instruções dos técnicos. O seu recorde pessoal foi de três meses na Portuguesa Santista, mas aí se descobriu outro defeito que lhe estragava a vocação para boleiro: odiava as concentrações e vivia fugindo delas.
O futebol perdeu um craque, mas o Banco do Brasil ganhou um funcionário. Vendo que sua carreira de jogador escorria pelos dedos como água, tentou um concurso no Banco do Brasil e passou, em último lugar, diga-se de passagem. Era adorado pelo gerente de sua agência pelo futebol magnífico que deixava correr pelos gramados dos campeonatos dos bancários. O Banco era sempre campeão graças aos gols e jogadas de Norberto. Mas teve um período de má fase na ocasião do campeonato do ano em que comemorava quatro anos de Banco.
Como não jogava sem uma cueca boxer por baixo do calção, um dia, por falta de uma roupa de baixo limpa, resolveu pegar a cinta-anágua da mãe, lisa, leve, exatamente da cor da pele e do tamanho ideal. Usando-a por baixo, não tinham como descobrir, e a peça ficou perfeita como luva em Norberto. Nesse mesmo dia sua má fase acabou e arrasou com o adversário, marcando três gols e fazendo as jogadas para os outros dois. Supersticioso, atribuiu o fim da má fase à roupa de baixo da mãe - que depois perguntaria "onde foi parar minha cinta?" - e terminou o restante do campeonato jogando com a peça feminina por baixo do calção, levantando a taça, se tornando o artilheiro e o craque do torneio, com direito a um troféu "Chuteira de Ouro" e aparição no "Bola Cheia" do Fantástico.
Mas ai de Norberto se os colegas de equipe descobrissem aquela cinta feminina por baixo do calção. Claro que tinha medo que duvidassem de sua masculinidade ao ver a peça, que tanto lhe dera sorte, ao tirar o uniforme no vestiário. Tomava todas as precauções possíveis e impossíveis, nem passando pelo vestiário para tomar banho após os jogos, indo embora com o uniforme de campo mesmo.
Só que um dia ficou mais meia hora depois de um jogo para se aprimorar na cobrança de faltas, como Zico fazia no Flamengo. Ela apenas ele, a bola e a trave e aparentemente todos tinham ido embora. Nesse dia resolveu tomar um banho antes de ir pra casa, e se achando completamente sozinho no vestiário, tirou o calção e ficou só de cinta, enquanto pegava a toalha e a saboneteira para se dirigir ao chuveiro e dá de cara com a porta de um reservado para vaso sanitário se abrindo abruptamente. Era o grande amigo Valtinho, que estava com problemas intestinais justamente naquele dia. Ambas as faces se olhando arregaladamente numa mútua surpresa e decepção: de Norberto por uma pessoa ter descoberto o que costumava usar debaixo do calção - de Valtinho, por passar a duvidar da masculinidade de Norberto, que sentiu a necessidade de dar uma explicação. Valtinho, ainda atônito, esperou Norberto se arrumar e foram pra casa juntos. No ônibus Norberto explicara tudo para Valtinho, que acabou entendendo a superstição do amigo. Até riram muito depois.
Muitos jogos, muitos gols e muitas boas atuações e mais uma vez o Banco do Brasil se sagrava campeão graças ao futebol e - vai saber - o amuleto feminino de Norberto, que insistia em usar. Mas eis que no campeonato do ano, em que Norberto mais uma vez se destacou, o craque e artilheiro não fora mais ele, mas sim o amigo Valtinho, cabeça de área razoável, que arrebentara em todos os jogos e substituiu o futebol feijão-com-arroz pelo caviar com champagne, superando então o amigo, ganhando os mesmos troféus que Norberto estava acostumado a levantar. Todos ficaram surpresos com a performance de Valtinho, que até então só se destacava pelas roubadas de bola aos adversários. "Que houve, Valtinho? Andou tendo aulas com o Ronaldinho?" indagavam os colegas. Com um sorriso vitorioso e maroto, ele confirmava que sim, de brincadeira.
Mas o mais desconfiado na história fora o amigo Norberto. "Como é que esse cara de repente passa a tratar a bola com tanta intimidade...?" Mistério total. Menos para Valtinho e sua "cúmplice".
Chegando em casa, após a comemoração numa churrascaria de mais um campeonato conquistado pelo banco, Valtinho se despe, sapatos, camisa, calça, e tirando a última peça, entrega à esposa: "Carol, põe de molho porque no ano que vem tem mais."
E Carol coloca uma cinta-anágua cor lilás de molho no sabão.

O gol que o Tostão acabou de marcar foi o maior da sua carreira. Parabéns.


25/09/09 - 18h - Presidente Lula define prêmio para jogadores que venceram a Copa do Mundo; valor pode chegar a 465 mil reais

O presidente Lula e a Associação dos Campeões Mundiais do Brasil negociam aposentadoria e indenização para os atletas da seleção que ganharam Copas do Mundo. O benefício valerá inicialmente aos ex-jogadores de 1958 e se estenderá, posteriormente, a quem atuou nos Mundiais de 1962, 1970, 1994 e 2002. Reunião na Casa Civil discutiu as
cifras a serem pagas aos campeões. Inicialmente, o valor negociado para cada um gira em torno de mil salários mínimos, no caso da indenização (465 mil reais), e de dez salários mínimos (4.650 reais), o teto da Previdência, para a aposentadoria. A expectativa é que o anúncio da nova medida seja feito pelo governo na próxima semana.

O texto abaixo foi escrito por TOSTÃO, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico, e foi publicado em vários jornais do Brasil:

Tostão escreveu:-
Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de
referência da época..
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria. Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.

Tostão

Dicas de uma sexóloga radical e estressada, respondendo às perguntas dos ouvintes:


1 - Tenho 20 anos e não transei ainda porque gostaria que a 1ª vez fosse com um namorado fixo. O que você acha?
R: Vai ser difícil, todos eles se movem na hora H.

2 - O que fazer para surpreender meu marido que é meio tímido?
R: Apareça com um amante.

3 - Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20 cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?
R: Manda pra cá que eu testo pra você.

4 - Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa! Se ele não te agarrar, cai fora que é gay..

5 - Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
R: Quem é mesmo galinha nesta história?

6 - Quero saber como enlouquecer meu namorado só nas preliminares.
R: Diga no ouvidinho dele: 'minha menstruação está atrasada..'

7 - Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
R: Ficar bonita, rica e ser legal. Obviamente.

8 - O cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?
R: Não deixe dirigir.

9 - Por que, na hora do sexo, quando a gente está no vai e vem, na hora em que o corpo entra em atrito e faz aquele barulho de quem está batendo palmas, a gente fica mais excitado?
R: É porque parece que tem torcida, tá ligado? Da próxima vez grite pra galera

10 - Apesar do meu tamanho, eu tenho apenas 15 anos de idade e não tenho cara propriamente linda. O que fazer para conseguir comer umas gatas?
R: Nesta idade você tem que comer Sucrilhos, entende?

11 - Sou virgem e rolou, pela primeira vez de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!
R: Claro que corre o risco de ficar grávida. E a criança vai sair pelo seu ouvido.

12 - A primeira vez dói? Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não agüentar.
R: Dói tanto que você vai ficar em coma e NUNCA mais vai levantar. Vê se deixa de ser fresca, e dá de uma vez, ô Cinderela!!!

13- Posso tomar anticoncepcional com diarréia?
R: Eu tomo com água, mas a opção é sua. Espero que use copo descartável.

EXAMES MAIS BARATOS PARA QUEM NÃO TEM PLANO de SAÚDE.

Com esse projeto, a população de baixa renda terá acesso a exames como ressonância magnética, ultra-som e mamografia.
A iniciativa contará com a assistência de médicos da CDPI - Clínica de Diagnóstico por Imagem - e da Clínica de Ressonância e Multi-Imagem, todos membros do Colégio Brasileiro de Radiologia e com formação no exterior.
ressonância magnética
ultra-som
mamografia

Foi criada uma clínica de exames de diagnósticos por imagem, para atender a população de baixa renda. A Kodak, GE, e empresas da área de saúde patrocinaram este lindo projeto!
É a realização de um sonho do radiologista Romeu Cortes Domingues, diretor
médico de duas clínicas de radiologia, que buscou parceiros para a iniciativa.
Para se ter uma idéia, os exames, que custam, na rede privada, cerca de R$ 850,00,
são oferecidos por R$ 120,00.
Repassem para todos que necessitam de ressonância magnética, ultra-som e mamografia
e não podem pagar.
Rua São Clemente, 216 – Botafogo – RJ
Confiram o site deles: www.imagemsolidaria.com.br

DIVULGUEM !
ISSO É MUITO IMPORTANTE!
A VIDA DE ALGUÉM PODE ESTAR DEPENDENDO DISTO

O ano eleitoral de 2010


Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o “fascismo galopante” que aparelhou o estado brasileiro vá, pacificamente, entregar a outro presidente que não seja do esquema lulista os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo, enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil?

Lula já declarou que (sic) “2010 vai pegar fogo!”. Entenda-se, por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura: dossiês falsos, PCC “em rebelião”, MST convulsionando o país… que a lei de Godwin me perdoe - mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágico início do nazismo na Alemanha.

E os “judeus” serão todos os democratas, os meios de comunicação não cooptados (verificar mais uma tentativa de cercear a liberdade de expressão no país: em texto aprovado pelo diretório nacional do PT, é proposto o controle público dos meios de comunicação e mecanismos de sanção à imprensa). Tudo isso para a perpetuação no poder de um partido que traiu um discurso de ética e moralidade ao longo de mais de 25 anos e, gradativamente, impõe ao país um assustador viés autoritário. Não se surpreendam: Há todo um lobby nacional e internacional visando a manutenção de Lula no poder.

Prêmios, como por exemplo, o Chatham House, em Londres, que contou com “patrocínios” de estatais como Petrobras, BNDS e Banco do Brasil, sem, até agora, uma explicação convincente por parte dos “patrocinadores”; matérias em revistas estrangeiras, enaltecendo o “mantenedor da estabilidade na América Latina”. Ou seja: a montagem virtual de um grande estadista…

Na verdade, Lula é o Übermensch dos especuladores que lucram como “nunca na história deste país”.

Sendo assim, quem, em perfeito juízo, pode supor que este ególatra passará, democraticamente, a faixa presidencial para, por exemplo, José Serra, ou mesmo Aécio Neves, Marina Silva?

Pelo que já vimos de “inaugurações” de obras que sequer foram iniciadas, de desrespeito às leis eleitorais, do boicote às CPIs como a da Petrobras, do MST e tantos outros “deslizes”, temos o suficiente para imaginar o que será a “disputa” eleitoral em 2010.

E tem mais: o PT está comprando, com o nosso dinheiro, políticos, intelectuais, juízes, militares, o povo humilde com bolsa esmola e formando milícias com o MST, PCC, Sindicatos, ONGS, traficantes e outros, que recebem milhões e milhões de reais, para apoiar o PT e as falcatruas do Governo Lula.

Não podemos nem pensar em colocar como Presidente do Brasil uma mulher TERRORISTA, que passou a vida assaltando bancos, assassinando pessoas inocentes, arrombando casas, roubando e matando. Só uma pessoa internada num manicômio seria capaz de votar numa BANDIDA para ser a presidente de um País.

Confiram.
Carlos Vereza
Ator e ex-petista

O 13º Salário NUNCA existiu...

Não tinha pensado nesta! Brilhante, de fato!

Os Ingleses recebem os ordenados semanalmente!

Mas... Há sempre uma razão para as coisas - e os ingleses NÃO FAZEM NADA POR ACASO!!!
Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.
Porque o 13º salário não existe?
O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista,
e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.
Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.
R$ 700 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, então pagar-lhe o conhecido 13º salário.

R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00

R$ 8.400,00 (Salário anual) + R$ 700,00 (13º salário) = R$ 9.100 (Salário anual mais o 13º salário)
O trabalhador vai para casa todo feliz.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer uma simples contas que aprendeu no Ensino Fundamental:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.

R$ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = R$ 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será? R$ 9.100,00.

R$ 175,00 (Salário semanal) X 52 (número de semanas anuais) = R$ 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário.

Surpresa, surpresa? Onde está, portanto o 13º Salário?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse fato simples.

A resposta é que uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de
que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano, o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes: Não existe nenhum 13º salário.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem pelo que já trabalharam, e não um adicional.

COLABORAÇÃO DA MINHA AMIGA Ylaine Regina Lenz

quinta-feira, 24 de março de 2011

BUDDY HOLLY E HERBERT VIANNA

O que Buddy Holly e Herbert Vianna têm em comum, além da semelhança física, caras de nerds com óculos, terem sido roqueiros e guitarristas-líderes de bandas de rock formadas por um trio? Buddy Holly viveu apenas 22 anos e Herbert continua vivo. Ambos sofreram acidentes aéreos no mês de fevereiro. Herbert sofreu o seu quando pilotava um ultraleve em Mangaratiba-RJ no dia 4 de fevereiro, que tornou-o paraplégico, mas a outra passageira, sua esposa Lucy, falecera. Buddy sofreu o dele no dia 3 de fevereiro, mas para ele o acidente de avião fora fatal, matando também outro roqueiro famoso na época, que viajava junto com Buddy: Ritchie Vallens, autor do sucesso "La Bamba". O fato inspirou o cantor Don McLean a criar uma música em 1971, chamada "American Pie", e imortalizou o dia 3 de fevereiro como "o dia em que a música morreu". Muitos que hoje em dia curtem rock não sabem da importância do texano Charles Hardin Holley no cenário musical. Criado numa família de músicos, o jovem Charles sofisticou o rock dos anos 50 com suas ótimas letras de amor adolescente, apresentando-se sempre bem vestido com ternos e os inseparáveis óculos, e os excelentes arranjos de suas canções, como "Not Fade Away" - regravada magistralmente pelos Stones no seu primeiro disco (com um arranjo de gaita genial de Brian Jones) e apresentada até hoje nos seus concertos - e "That'll Be The Day" - primeira música que John Lennon aprendeu a tocar no violão. Os dois maiores grupos de rock da história rendiam-se ao incontestável talento de Buddy Holly. No disco "Beatles For Sale" de 1964, também há uma versão para a música "Words Of Love". Até o grupo grunge Nirvana parodiou Buddy Holly and The Crickets produzindo um clipe para a música "In Bloom" em 1992, com o guitarrista-vocalista Curt Kobain usando os mesmos óculos de armação preta e grossa de Buddy.


O grupo Weezer também homenageou o roqueiro texano com sua canção homônima "Buddy Holly", cujo clipe até apareceu numa versão do Sistema Operacional Windows 95. Só faltou o vocalista Rivers Cuomo usar os óculos característicos de Buddy Holly.


Curiosidade: na turnê inglesa de seu grupo "Buddy Holly and the Crickets", os então adolescentes Paul McCartney e Mick Jagger estiveram na platéia de seus shows.


Tantos jovens artistas que morrem prematuramente, praticamente no auge de suas carreiras, terminam virando verdadeiros mitos, como ocorreu com Buddy Holly, James Dean, Rodolfo Valentino e outros. O paraibano Herbert Vianna pode não ter virado um mito, mas sua importância, e a de seu conjunto "Os Paralamas do Sucesso" no Rock brasileiro, é inegável. Dois caras legais por trás daquelas lentes...

quarta-feira, 23 de março de 2011

PLEASE PLEASE ME - THE BEATLES



Comemoramos hoje o aniversário de 48 anos de lançamento de "Please Please Me", o álbum de estréia de uma das bandas mais bem sucedidas da história do rock: The Beatles.
Oito das catorze canções foram compostas pela dupla Lennon-McCartney, todas falando de um amor adolescente, puro, ainda sem sexo, algumas delas provavelmente compostas nos tempos de colégio de John e Paul. Apesar de serem "Silly Love Songs" (Canções Bobas de Amor) como foi o título de uma das músicas de Paul McCartney já em meados dos anos 70 e em outro conjunto - quem sabe Paul não fez essa música homenageando essa fase dos Beatles? - a banda de Liverpool já dizia a que veio ao mundo. Era um ritmo de autêntico rock 'n' roll com pedigree inglês!
Naquela época a produção e gravação de um álbum não tinha todos os aparatos tecnológicos que temos atualmente, e, apesar de parecer inconcebível, os rapazes trabalharam rapidamente, e numa sessão de 12 horas "Please Please Me" estava pronto. E de uma forma genial! Afinal de contas, eram os Beatles...
Na verdade, os rapazes já tinham gravado um compacto (single) "Love Me Do"/"P.S. I Love You" em 11 de setembro de 1962 e "Please Please Me"/"Ask Me Why" gravado em 26 de novembro do mesmo ano, e essas 4 canções foram acrescentadas, faltando então 10 músicas para completar um LP (antigo disco de vinil "long-play").
O disco abre estrondosamente com "I Saw Her Standing There", de autoria da dupla, um rock de fazer um aleijado levantar e dançar, como era no "Cavern Club", reduto dos rapazes. Passamos por "Misery"; a cover de "Anna", uma balada bem ao estilo de Paul; "Chains", com George Harrison no vocal; "Boys", outro rock dançante, dessa vez com o baterista Ringo Star cantando; a bela balada "Ask Me Why" cantada por John Lennon; a música-título Please Please Me, o primeiro sucesso dos Beatles; "Love Me Do", lançada em compacto junto com a canção anterior; "P.S: I Love You", com Paul tentando imitar Elvis Presley no vocal; "Baby It's You" do famoso compositor Burt Bacharach; "Do You Want To Know a Secret" dando uma segunda chance a George Harrison de cantar; a linda canção "A Taste Of Honey", com todo o gosto de mel na voz de McCartney; "There's a Place" - a primeira música da sessão a ser gravada - e por fim uma cover de "Twist And Shout", um rock imprescindível em todos seus shows.
Os Beatles chegaram a gravar "Hold Me Tight", mas esta só foi aproveitada no disco seguinte, "With The Beatles".
A escolha do repertório de "Please..." foi feita baseada nas músicas que executavam nos shows pré-gravações em Abbey Road, provavelmente para se ganhar tempo, já que estavam acostumados a tocá-las nestas apresentações.
"Twist And Shout" era a última música a ser gravada, e gripado e já cansado com os intermináveis "takes" de gravação e com sérios estragos na voz, John Lennon, antes de executar a canção, gargarejou leite morno, engoliu algumas pastilhas para a garganta e "atacou" a música no seu melhor estilo gritante, resultando num fabuloso final.
Seu primeiro disco, a primeira obra, e como Ringo disse exageradamente, "naquela época você vendia sua alma para isso". Mas nem precisaram chegar a tanto. Dias depois já estava em primeiro lugar das paradas inglesas.
Vale ressaltar que, pouco antes dos Beatles entrarem em estúdio para seu álbum de estreia, o baterista original Pete Best fora substituído por Ringo Star, que viera do conjunto "Rory Storm and The Hurricanes".

Para ouvir o disco, acesse no You Tube:

http://www.youtube.com/watch?v=dM15OeoTCN0&list=PLrAk7Hof8hp7ksavm3OrtB0UvRVOLHvw0


"Please Please Me With Love Me Do and 12 other songs" não foi o melhor e nem o mais vendido disco dos Beatles... mas foi aquele que deu o primeiro e mais importante passo em suas carreiras para iniciar o processo de conquistarem o mundo inteiro, com seu carisma e talento inegáveis.