quarta-feira, 14 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
DA SÉRIE "QUE PAÍS É ESTE?" JAQUELINE RORIZ

Falo da absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). O plenário da Câmara dos Deputados absolveu a corrupta no dia 30 de agosto em votação secreta por 265 votos a 166 e 10 abstenções.
A reportagem da Rede Globo de Televisão produziu um vídeo em que ela aparece recebendo uma alta soma em dinheiro (cerca de 50 mil reais) do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. A gravação foi feita em 2006, mas foi divulgada no início deste ano.
Os 265 corruptos solidários à colega se aproveitaram do voto secreto, o que considero algo além do imoral. São essas criaturas que votamos para nos representar, já parou para pensar nisso?
Somo a esses 265 os 10 que estiveram em cima do muro, então ficamos com um total de 275 seres repugnáveis.
Em tempo: Jaqueline é filha do político Joaquim Roriz, que teve seu nome envolvido no Escândalo do Mensalão no Distrito Federal, deflagrado a partir da Operação Caixa de Pandora, em 27 de novembro de 2009.
Pelo visto, a falta de ética e de moralidade corre no sangue do clã dos Roriz e acabou contagiando 265 simpatizantes da roubalheira, e detalhe: com o dinheiro do povo envolvido!
Segue um site para você se aproximar das decisões do Congresso Nacional que afetam diretamente a sua vida.
http://www.votenaweb.com.br
DA SÉRIE "QUE PAÍS É ESTE?"
Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata!
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma região militar ou uma grande fração.
Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.
O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, o equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos.
Precisamos urgentemente de um choque de moralidade nos três poderes da União, estados e municípios, acabando com os oportunismos e cabides de emprego.
Os resultados não justificam o atual número de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores.
Temos que dar fim a esses "currais" eleitorais, que transformaram o Brasil numa oligarquia sem escrúpulos, onde os negócios públicos são geridos pela “brasiliense cosa nostra”.
O país do futuro jamais chegará a ele sem que haja responsabilidade social e com os gastos públicos.
Já perdemos a capacidade de nos indignar.
Porém, o pior é aceitarmos essas coisas, como se tivesse que ser assim mesmo, ou que nada tem mais jeito.
Vale a pena tentar.
Participe deste ato de repulsa!
Pelo amor que você tem ao Brasil, repasse essa mensagem.
DA SÉRIE "QUE PAÍS É ESTE?"
Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata!
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma região militar ou uma grande fração.
Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.
O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, o equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos.
Precisamos urgentemente de um choque de moralidade nos três poderes da União, estados e municípios, acabando com os oportunismos e cabides de emprego.
Os resultados não justificam o atual número de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores.
Temos que dar fim a esses "currais" eleitorais, que transformaram o Brasil numa oligarquia sem escrúpulos, onde os negócios públicos são geridos pela “brasiliense cosa nostra”.
O país do futuro jamais chegará a ele sem que haja responsabilidade social e com os gastos públicos.
Já perdemos a capacidade de nos indignar.
Porém, o pior é aceitarmos essas coisas, como se tivesse que ser assim mesmo, ou que nada tem mais jeito.
Vale a pena tentar.
Participe deste ato de repulsa!
Repasse!
Não seja omisso!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Projeto estabelece deveres para estudante que desrespeitar professor
Amigos, finalmente apareceu uma figura política rara em nosso cenário: uma deputada que faz jus aos eleitores que a colocaram no plenário. Considero-a um exemplo. Leiam abaixo e concordarão comigo.
Obs: isso não é lobby! rss!
Indisciplina De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.
Tramitação O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Com este projeto, certamente muito útil para nossa sociedade, Cida Borghetti torna-se uma boa opção de voto para os paranaenses.
Quem quiser conhecer melhor a deputada e sua carreira, acesse seu site:
http://www.cidaborghetti.com.br
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
"Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também:
- de gente obesa em pacotes de batata frita;
- de matadouros em bandejas de carne;
- de animais torturados nos cosméticos;
- de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas;
- de gente sem teto nas contas de água e luz
e ........ de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos?"
domingo, 28 de agosto de 2011
FRASE TRISTE DA SEMANA
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O TÚNEL DO TEMPO - SÉRIE DE TV DOS ANOS 70
"The Time Tunnel" foi idealizado pelo criativo Irwin Allen, o mesmo que produziu "Viagem ao Fundo do Mar", "Perdidos no Espaço" e "Terra de Gigantes" entre outros, que fizeram imenso sucesso no mundo inteiro e aqui no Brasil com a garotada dos anos 70. Foi produzida no final da déca
da de 60, nas temporadas de 1967 e 1968.
O seriado baseava-se nas aventuras dos dois cientistas Douglas Phillips e Antony Newman (respectivamente Robert Colbert e James Darren) nas suas viagens através do tempo, principalmente pelo passado, conhecendo personagens da História Mundial como Mussolini, Napoleão Bonaparte, Helena de Tróia, Abraham Lincoln e até mesmo O Fantasma de Nero, Billy The Kid e Robin Hood. Navegaram pelo Titanic, embarcaram num foguete à Lua e quase morreram juntos com a Ilha de Krakatoa no maior desastre vulcânico de todos os tempos. Lembrando disso, o seriado até ensinava aos telespectadores cultura histórica devido às situações de risco e personagens com quem se confrontavam.
Mas os dois sempre saíam ilesos das dificuldades, graças às suas inteligências acima do normal e de suas habilidades em vários estilos de lutas marciais, nos quais eram peritos.
A equipe do Túnel do Tempo, que se localizava num laboratório no subsolo do deserto do Arizona, EUA, monitorava os rapazes na ânsia de trazê-los de volta, mas sempre falhavam, embora na maioria das vezes conseguiam transferi-los para outra época salvando-os de uma situação perigosa. A desculpa das falhas era sempre que "o túnel ainda não tinha sido aperfeiçoado..." sim, pois Tony fora o primeiro a se mandar antes mesmo dos testes definitivos, e se arriscar, para evitar o ameaçado corte de verba do governo, mostrando a um senador americano a importância do projeto. Doug foi atrás para tentar resgatá-lo pois Tony embarcara literalmente na maior canoa furada: o Titanic!! A solidariedade sempre foi uma das virtudes dos dois cientistas, pois por onde quer que passassem e vissem alguém ou um grupo em dificuldades, sempre tentavam ajudar e se ajudavam mutuamente, apesar das diferentes personalidades: Tony Newman era um jovem, impetuoso e emotivo, enquanto Doug Philips era mais maduro e extremamente racional e sagaz.
Um dos membros da equipe era a belíssima Lee Meriwether (Dra. Ann MacGregor) ex-miss EUA e que fez o papel da Mulher-Gato no filme-piloto de outro seriado dos anos 60 muito cultuado até os dias de hoje: Batman. Os únicos elos entre a equipe e os dois cientistas-aventureiros eram através de imagens pelo telão do túnel, algumas raras comunicações de voz e um ou outro equipamento ou arma que eram enviados para auxiliar os heróis. De vez em quando a equipe consultava o computador histórico em busca de informações que ajudassem a monitorar e de alguma forma tentar transferir ou localizar os rapazes. Se naquela época existisse o Google.... como as coisas teriam sido mais fáceis para a equipe do Túnel!
Há controvérsias sobre o fim do seriado, produção dispendiosa ou insatisfação dos envolvidos no projeto. Foram produzidos apenas 30 episódios, e infelizmente não houve um que marcasse o final triunfal da série com o retorno dos dois cientistas.
Nessa época os americanos pareciam ávidos em querer mostrar ao mundo, mesmo em filmes e séries de ficção, o seu domínio pelas pesquisas científicas e a conquista do espaço, tendo em vista que produziam seriados, não só como o Túnel do Tempo, no qual num dos episódios Tony e Doug se viam numa expedição num foguete à Marte, mas também "Perdidos no Espaço" e o lendário filme "2001: Uma Odisséia no Espaço" de Stanley Kubrick, de 1968. Isso veio a se concretizar na vida real através da Missão Apollo 11, a quinta tripulada do Programa Apollo e primeira a pousar na Lua, em 20 de Julho de 1969, tripulada pelos astronautas americanos Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins.
Mas, em algum lugar do tempo e da Tv, Doug e Tony devem estar em mais uma aventura fantástica para aprendermos com a dupla um pouco de história....
Enquando os doutores Tony Newman e Doug Philips não voltam ao nosso tempo, baixe nesse link todos os episódios da série:
http://www.degratisdownload.net/2009/08/tunel-do-tempo-serie-download-1966-1967.html
CURIOSIDADES SOBRE A SÉRIE:
1) Uma das perguntas mais feitas pela dupla era "Onde estamos?" sempre no início de cada episódio. Como Tony e Doug eram cientistas com alto nível de cultura e sagacidade, logo descobriam.
2) Raras vezes os rapazes mencionavam a volta pra casa. Num episódio onde descobriam um projeto de um túnel do tempo soviético em 1956, veem uma barra luminosa vinda do túnel deles, e Doug menciona o fato de voltar.
3) No episódio "O Dia em que o Céu Desabou", Tony Newman se encontra com ele mesmo (criança) e com o próprio pai que era militar na época da Segunda Guerra Mundial. O episódio enfoca o ataque japonês a Pearl Harbor no ano de 1941.
4) Em "O Fim do Mundo" quando os rapazes são transferidos no final, o Túnel falha novamente e são separados. Tony vai parar no deserto do Arizona, logo acima do laboratório do Túnel do Tempo... em 1958, 10 anos antes do projeto! Abordado por seguranças, que acham que Tony está louco, Doug, que já trabalhava no projeto, aproxima-se de carro, mas como eles ainda não se conhecem ignora a presença de Tony e manda que a segurança o leve à cidade. Desesperado, Tony implora a Doug que o ajude.
5) Tony consegue voltar para casa quando é transferido da Ilha de Krakatoa. Mas só por pouquíssimos segundos. Prestes a ser jogado na lava, é transferido no exato momento e se salva. Chega e vê todos os membros da equipe do Túnel do Tempo congelados no tempo. Mas é o suficiente para escrever um bilhete ao Dr.Raymond Swain (John Zaremba) e levar informações dos arredores de Krakatoa e transfere-se para o mesmo lugar e tempo, a fim de salvar Doug.
6) A única vez em que encontram de verdade em tempo e lugar com alguém da equipe é no episódio "Os Raptores", vivenciado no ano de 8433 no futuro. É a Dra. Ann, que ao se despedir de volta para o Túnel, dá um beijo em cada um dos rapazes.
7) Falando em beijo, apesar de conhecerem algumas mulheres em suas incursões no tempo, Tony e Doug quase nunca tiveram a oportunidade de se envolverem emocionalmente com alguma delas. O que havia era um beijo eventual, e geralmente o contemplado era Tony. Mas, no episódio "Marco Polo", Tony e a Princesa Sarite se apaixonam, e ele pensa em permanecer na época sem voltar ao Túnel para ficar com a princesa e chega a se desentender com Doug, pois este acha isso um absurdo e tenta convencê-lo do contrário. Depois, como se espera de dois bons amigos, Tony acaba caindo na real e se desculpa com Doug.
PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR, OU SEM RESPOSTAS PLAUSÍVEIS:
1) Tony e Doug nunca sentiam fome ou sono?
2) Os dois cientistas-aventureiros nunca tinham a oportunidade de tomar banho ou trocar de roupa?
3) Se mais de uma vez a equipe do Túnel conseguiu transferir um guarda da segurança e logo depois trazê-lo, bem como um índio (no episódio "Massacre") e outros, por que não faziam o mesmo com Tony e Doug?
4) Os principais membros da equipe do Túnel do Tempo, General Kirk, Dr.Raymond e Dra. Ann nunca descansavam? Será que eles ficavam 24 horas por dia monitorando as viagens de Tony e Doug?
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
18 de Agosto - Dia Mundial da Fotografia
Detalhe: foi tirada do alto de um prédio no bairro do Flamengo com uma das primeiras máquinas fotográficas digitais.
Um abraço a todos os amantes da fotografia!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Mendonça - Nem todo craque nasce para ser campeão
Nas grandes injustiças do futebol, desde que o paulista Charles Miller introduziu o esporte em nossas terras, consta o fato de verdadeiros pernas-de-pau terem se sagrado campeões mundiais pela Seleção Brasileira. Porém, existe outra injustiça dentro do futebol: o fato de craques consagradíssimos que jamais tiveram o triunfo de ter ajudado a erguer sequer uma taça de campeão estadual.
Mendonça, nascido no Rio de Janeiro, em 23 de maio de 1956, era o craque certo nas décadas erradas para o alvinegro carioca. Filho de um ex-zagueiro do Bangu, também conhecido como Mendonça, era a verdadeira estrela solitária de um clube que vivia seu mais longo jejum de títulos, que foi de 1969 a 1987, pois de 1975 a 1982, como profissional, ele defendeu com seus pés e seu coração o Glorioso, que nessa época não tinha do que se vangloriar pois só dava o Flamengo de Zico, Júnior e cia.
rreira em 1990), o craque também não sentiu o prazer de ganhar um título sequer.O ex-jogador do Flamengo Adílio, contemporâneo de Mendonça no futebol carioca, também camisa 8, ainda tentou ajudá-lo internando-o o ex-adversário, mas amigo, na Clínica Jorge Jaber. Infelizmente, o humano esforço de Adílio não foi o suficiente para a recuperação total do grande maestro do Botafogo. Restou a todos, torcedores e adversários, as lembranças de seu futebol de altíssima categoria.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Josy Marques
A letra diz que o céu é lindo... pela interpretação magnífica de Jose, podemos nos sentir literalmente nas nuvens..!
Álbum: Para voltar a Viver
Musica: O Céu é Lindo
Direção e Produção: Elisangela de Barros / Estilo Marketing e Assessoria
sábado, 16 de julho de 2011
Brasil na Copa América 2011

Demorei a escrever sobre nossa Seleção na Copa América, mas enquanto estamos torcendo por mais um êxito verde e amarelo, vamos a isso.
Não me animei em escrever sobre os dois primeiros jogos nos quais empatamos com as poderosas esquadras venezuelana e paraguaia. O primeiro, um jogo que até me ajudou a dormir melhor, pois deu um sono danado. O segundo, jogo para cardíaco, com um empatezinho no final. Depois, a recuperação contra o grande Equador. Pude tirar poucas conclusões nos dois primeiros jogos, e uma delas é a de que Daniel Alves tá se achando, e acabou perdendo o lugar na equipe para seu reserva Maicon, o melhor em campo no último jogo, responsável pela maioria das jogadas de ataque pelo lado direito e bem na marcação também. Melhor o Dan botar de molho as barbas e os cabelos de nova cor... tudo a ver: amarelou bonito o grande lateral do Barcelona. Terá que mudar coisas mais importantes do que a cor das madeixas para ter seu lugar de volta na Seleção.
Ainda bem que o Pato e o Neymar voltaram a fazer o que sabem de melhor: gols! Dois para cada um, e Robinho, cujo banco de reservas deve ter feito bem, voltou e se recuperou da última péssima atuação. Botar culpa no cabelo "à lá Pelé" é uma bobagem sem tamanho, que me perdoe os supersticiosos, mas, ainda sem brilhar, ele foi importante contra o Equador, dando nova movimentação no ataque, fazendo um gol legítimo, anulado pelo juiz, um verdadeiro tapir.
Aliás, sem comparar Seleção Brasileira com Sansão e sem querer ser supersticioso, você reparou que as mudanças de cabelo em dois craques influenciaram no rendimento deles?
Enquando estiver bem fisicamente, pois técnica ele tem, Maicon, um dos remanescentes da Era Dunga, é titular absoluto dessa lateral. Falando em Dunga, será que ele não estava certo em não ter levado Neymar para a Copa da África? Se o "pica-pau" da Vila sentiu tanto os dois primeiros jogos da Copa América, como seria no Mundial?
Melhor um pouco que ele, mas ainda discreto, foi seu parceiro santista, Paulo Henrique Ganso. É muito cedo para dizer que ambos os dois são jogadores de clube e que amarelam na Seleção. Os jornalistas e a torcida brasileira pediam incessantemente Ganso e Neymar, Mano os convocou. Não para fazer média, mas os dois são os melhores jogadores do país e merecem vestir a amarelinha. Mano Menezes não pode fazer mais que convocar os melhores, substituir quem está mal, modificar quando deve e traçar o plano tático ideal.
Há muito tempo que o Brasil usa Copa América como laboratório, e esse título para a Seleção tem a importância do título carioca para o Flamengo ou Vasco. Já que é assim, que essa Copa América sirva mesmo para um bom laboratório, para colhermos o fruto mais importante em 2014.
Amanhã vamos torcer para que esse laboratório continue. É necessário.
Bração a todos!!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
COPA DE 2014 NO BRASIL E AS POLÊMICAS
O porteiro do meu prédio, dentre outras pessoas, também comentou comigo que era contra a realização desse tipo de evento, por achar que seria muito mais importante investir na educação, saúde, segurança e transporte do povo. Não me queixo de críticas, aliás, a adversidade das opiniões servem para que possamos debater conscientemente sobre soluções para a melhoria de vida do povo e às vezes chegarmos a um denominador comum.
Mas pessoas têm a mania de pensar no imediatismo, daí as críticas sem mesmo querer analisar, pois dá muito trabalho.
Não sou contra a Copa do Mundo, muito pelo contrário: sou apaixonado por futebol. Obviamente que é necessário ter toda uma infraestrutura, que vai desde a saúde até o transporte público, daí a necessidade de investimentos, e estes vêm, não só do Estado, mas das empresas privadas envolvidas no projeto. Isso poderá dar um retorno de quase 200 bilhões para a economia brasileira, graças muito em parte ao turismo. Pensemos em quantos hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos estão sendo construídos e reformados e que gerarão mais empregos. E o aumento do consumo, devido à circulação de turistas nacionais e estrangeiros no Brasil, que poderá acrescentar ao PIB quase 50 bilhões.
Tem também o "antes, durante e depois". Depois disso tudo, o Brasil poderá continuar com essa infraestrutura para abrigar futuros eventos, a não ser que os estádios, restaurantes, hotéis e demais construções sejam demolidos.
Agora, nossa maior preocupação: a corrupção. O que o Estado fará com esse dinheiro já é um outro assunto. Nossa torcida também deve ser para que se faça uso correto do montante de dinheiro que se poderá faturar e cobrar isso dos governantes, dos políticos. Espero que o porteiro do meu prédio, junto com outras pessoas - assim como eu - sobrevivam para ver esse dinheiro bem empregado, a favor do povo.
É um absurdo dizer que o Brasil não ganhará nada sendo sede de eventos esportivos de grande porte como Copa do Mundo e Olimpíadas, só que, deve-se fazer uma "CPI da Copa", ou "da Olimpíada" para saber onde será empregado todo esse dinheiro.
Se você que está lendo esse artigo também é contra o Brasil sediar eventos de grande porte, escreva para mim. Quem sabe, de uma discussão inteligente e flexível, não saiam boas resoluções...
Torçamos bastante, também, para que consigamos colher os frutos de futuros grandes eventos mundiais em benefício do povo.
A COPA DE 2014 NO BRASIL E SUAS POLÊMICAS
O porteiro do meu prédio, dentre outras pessoas, também comentou comigo que era contra a realização desse tipo de evento, por achar que seria muito mais importante investir na educação, saúde, segurança e transporte do povo.
Mas algumas pessoas têm a mania de pensar no imediatismo, daí as críticas sem mesmo querer analisar, pois dá muito trabalho.
Não sou contra a Copa do Mundo, muito pelo contrário: sou apaixonado por futebol. Obviamente que é necessário ter toda uma infraestrutura, que vai desde a saúde até o transporte público, daí a necessidade de investimentos, e estes vêm, não só do Estado, mas das empresas privadas envolvidas no projeto. Isso poderá dar um retorno de quase 200 bilhões para a economia brasileira, graças muito em parte ao turismo. Pensemos em quantos hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos estão sendo construídos e reformados e que gerarão mais empregos. E o aumento do consumo, devido à circulação de turistas nacionais e estrangeiros no Brasil, que poderá acrescentar ao PIB quase 50 bilhões.
Agora, nossa maior preocupação: a corrupção. O que o Estado fará com esse dinheiro já é um outro assunto. Nossa torcida também deve ser para que se faça uso correto do montante de dinheiro que se poderá faturar e cobrar dos governantes, dos políticos. Espero que o porteiro do meu prédio, junto com outras pessoas - assim como eu - sobrevivam para ver esse dinheiro bem empregado, a favor do povo.
É um absurdo dizer que o Brasil não ganhará nada sendo sede de eventos esportivos de grande porte como Copa do Mundo e Olimpíadas, só que, deve-se fazer uma "CPI da Copa", ou "da Olimpíada" para saber onde será empregado todo esse dinheiro.
Obrigado por ler até o final.
Torçamos bastante, também, para que consigamos ver os frutos de grandes eventos mundiais a favor do povo.
sábado, 16 de abril de 2011
O GÊNIO DE TODOS OS HUMORES
Há 40 anos, no dia 25 de dezembro de 1977, um dos mais amados artistas de todos os tempos, "Sir" Charles Spencer Chaplin, ou "Carlitos", para nós, nos deixava.Chaplin era completo: atuava, dirigia, escrevia os roteiros e produzia os próprios filmes, além de compor algumas trilhas sonoras inesquecíveis, como a canção "Smile" do filme "Tempos Modernos" de 1936 e até chegou a ganhar o Oscar de Melhor Trilha Sonora pelo filme "Luzes da Ribalta", de 1952.
Charles Chaplin, que nascera em Londres, era filho de artistas de music-hall. Charles Spencer Chaplin Sr., seu pai, e sua mãe Hannah cantavam e atuavam, mas sua infância não foi um show da Broadway. Seu pai era alcoólatra e faleceu de cirrose quando Chaplin tinha 12 anos. Sua mãe enlouquecera e o menino foi levado para um orfanato, mas seu talento precoce o tiraria da miséria e o levaria à carreira que definitivamente o consagraria no show business.

Extremamente inteligente, criativo e sem papas, cardeais ou o que fosse na língua, criou a "United Artists" em 1919 para poder ficar livre em suas criações cinematográficas. Mas, por mais decepcionante que possa parecer, o diretor e produtor Charles Chaplin era completamente diferente de seu personagem irreverente e cômico, pois tinha obsessão pelo perfeccionismo, chegando algumas vezes a repetir algumas cenas centenas de vezes e se mostrava aborrecido e revelava seu temperamento, que era considerado no mínimo difícil, diante da equipe de filmagem e elenco. Mas, deixando de lado o stress e o embaraço, trabalhar com Chaplin deve ter sido uma experiência ímpar.
Recusava-se a produzir filmes sonoros, uma novidade no final da década de 20, ainda assim não conseguiu resistir muito tempo, apesar de argumentar que "A ação é geralmente mais entendida do que palavras"."Tempos Modernos" foi sua primeira obra de pequenas introduções no cinema falado.
Seu primeiro filme falado foi "O Grande Ditador" (1940) no qual ele interpretou duas personagens completamente distinas: um tipo de clone de Hitler e um barbeiro judeu, e corajosamente satirizava o nazismo e os líderes políticos do mal: Hitler e Mussolini.

Devido à sua posição política de esquerda e críticas ao capitalismo em filmes - como em Monsieur Verdoux (1947) - Chaplin foi incluído na - como era chamada por eles - Lista Negra de Hollywood. Em 1952 o autor de "Em Busca do Ouro", que fixara residência em Beverly Hills, EUA, viajou para Londres para a estréia do filme Luzes da Ribalta. Seus inimigos políticos norteamericanos souberam da viagem e negociaram com o Serviço de Imigração para revogar seu visto, exilando-o do país. Devido a acusações que ele alegara falsas, decidiu nunca mais entrar nos Estados Unidos. Ficou extremamente desapontado com as autoridades estadunidenses e decidiu morar em Vevey, Suíça.
O legado do artista, que conseguia com extrema genialidade tanto nos fazer chorar de emoção quanto de rir, ficou para sempre nas películas que não tinham cor, mas possuíam inteligentíssimo humor.
domingo, 10 de abril de 2011
DISCOTECA BÁSICA DO BARÃO - LADO B - The J. Geils Band

A banda deu o pontapé inicial em sua carreira na década de 60 como um "power-trio" de blues, contando com o vocalista John Geils Jr., o baixista Danny Klein e o harpista Richard Salwitz. Depois, juntaram-se ao grupo o baterista Stephen Jo Bladd, o guitarrista Peter Wolf e o tecladista Seth Justman. Assinaram contrato com a Atlantic Records em 1970.
Nos anos 80 houve desentendimentos em relação ao estilo do grupo. Não conseguiram entrar em acordo se seguiam o apelo comercial ou se mantinham o estilo. O grupo nunca mais se juntou com o guitarrista Peter Wolf até 1999. O grupo se separou de novo pois as vendas das bilheterias decepcionaram. Wolf continuava a excursionar com sua própria backup band, e o The J. Geils Band fazia aparências ocasionais até a saída de Geils da banda para mudar radicalmente de profissão: restaurar carros esportivos em Massachusetts!
Postei aqui um videoclip do maior sucesso da J. Geils Band: "Centerfold", de 1982. Você vai logo identificar e reviver esse excelente rock.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
UM ANJO NEGRO EM NOME DO AMOR

sábado, 26 de março de 2011
A ANÁGUA COR-DE-ROSA

Norberto adorava jogar futebol, e dizem que essa paixão surgiu antes de nascer, pois a mãe sentia seus chutes ainda no ventre. O pai, entusiasta do esporte bretão, vivia dizendo a cada pontapé, dos quais a pobre esposa grávida se queixava, que "esse moleque vai ser um craque!"
Norberto nasceu, cresceu, e a cada Natal ou aniversário o presente tinha que ser uma bola ou item de futebol. Trocava de bola todo ano, dormia com a bola, fazia suas refeições com a bola, tomava banho com a bola, como se a bola fosse um organismo do corpo de Norberto. No colégio só queria saber de jogar futebol, e por causa disso a maioria de suas notas também era do formato de uma bola.
Mas Norberto não ligava. Claro que queria ser jogador. O pai o colocara numa dessas escolinhas de futebol treinada por ex-jogadores que insistem em passar o resto da vida em contato com os gramados, de uma forma ou de outra. Sabe essas escolinhas onde os pais colocam os filhos achando que o moleque vai sair de lá como craque? Nem lhe passam pela cabeça que é preciso nascer com o dom, como Norberto, que fazia uma média de 5 gols a cada treino na escolinha.
Adolescente, Norberto bem que tentou. Fez testes no Bonsucesso, no São Cristóvão, foi para Campos treinar no Americano. Viajou até para o interior de São Paulo para tentar a sorte no XV de Piracicaba. A intenção era começar a carreira num clube pequeno para depois passar para um grande. Passou em todos esses testes, mas ficou queimado pelos responsáveis por todas as peneiras em que passou, pois era indisciplinado, não conseguia trabalhar em grupo com os colegas, não seguia as instruções dos técnicos. O seu recorde pessoal foi de três meses na Portuguesa Santista, mas aí descobriu-se outro defeito que estragava-lhe a vocação para boleiro: odiava as concentrações e vivia fugindo delas.
O futebol perdeu um craque, mas o Banco do Brasil ganhou um funcionário. Vendo que sua carreira de jogador escorria pelos dedos como água, tentou um concurso no Banco do Brasil e passou, em último lugar, diga-se de passagem. Era adorado pelo gerente de sua agência pelo futebol magnífico que deixava correr pelos gramados dos campeonatos dos bancários. O Banco era sempre campeão graças aos gols e jogadas de Norberto. Mas teve um período de má fase na ocasião do campeonato do ano em que comemorava quatro anos de Banco.
Como não jogava sem uma cueca boxer por baixo do calção, um dia, por falta de uma roupa de baixo limpa, resolveu pegar a cinta-anágua cor de rosa da mãe, lisa, leve e do tamanho ideal. Usando-a por baixo, não tinham como descobrir, e a peça ficou perfeita como luva em Norberto. Nesse mesmo dia sua má fase acabou e arrasou com o adversário, marcando três gols e fazendo as jogadas para os outros dois. Supersticioso, atribuiu o fim da má fase à roupa de baixo da mãe - que depois perguntaria "onde foi parar minha cinta?" - e terminou o restante do campeonato jogando com a peça feminina por baixo do calção, levantando a taça, se tornando o artilheiro e o craque do torneio, com direito a um troféu "Chuteira de Ouro" e aparição no "Bola Cheia" do Fantástico.
Mas ai de Norberto se os colegas de equipe descobrissem aquela cinta feminina por baixo do calção. Claro que tinha medo que duvidassem de sua masculinidade ao ver a peça, que tanto dera sorte, ao tirar o uniforme no vestiário. Tomava todas as precauções possíveis e impossíveis, nem passando pelo vestiário para tomar banho após os jogos, indo embora com o uniforme de campo mesmo.
Só que um dia ficou meia hora depois de um jogo para aprimorar-se na cobrança de faltas, como Zico fazia no Flamengo. Ela apenas ele, a bola e a trave e aparentemente todos tinham ido embora. Nesse dia resolveu tomar um banho antes de ir pra casa, e achando-se completamente sozinho no vestiário, tirou o calção e ficou só de cinta, enquanto pegava a toalha e a saboneteira para dirigir-se ao chuveiro e dá de cara com a porta de um reservado para vaso sanitário abrindo-se abruptamente. Era o grande amigo Valtinho, que estava com problemas intestinais justamente naquele dia. Ambas as faces se olhando arregaladamente numa mútua surpresa e decepção: de Norberto por uma pessoa ter descoberto o que costumava usar debaixo do calção - de Valtinho, por passar a duvidar da masculinidade de Norberto, que sentiu a necessidade de dar uma explicação. Valtinho, ainda atônito, esperou Norberto arrumar-se e foram pra casa juntos. No ônibus Norberto explicara tudo para Valtinho, que acabou entendendo a superstição do amigo. Até riram muito depois.
Muitos jogos, muitos gols e muitas boas atuações e mais uma vez o Banco do Brasil se sagrava campeão graças ao futebol e - vai saber - o amuleto feminino de Norberto, que insistia em usar. Mas eis que no campeonato do ano seguinte, o craque e artilheiro não fora mais ele, mas sim o amigo Valtinho, cabeça de área razoável, que arrebentara em todos os jogos e substituiu o futebol feijão-com-arroz pelo caviar com champagne, superando então o amigo, ganhando os mesmos troféus que Norberto estava acostumado a levantar. Todos ficaram surpresos com a performance de Valtinho, que até então só se destacava pelas roubadas de bola aos adversários. "Que houve, Valtinho? Andou tendo aulas com o Ronaldinho?" indagavam os colegas. Com um sorriso vitorioso e maroto, ele confirmava que sim, de brincadeira.
Mas o mais desconfiado na história fora o amigo Norberto. "Como é que esse cara de repente passa a tratar a bola com tanta intimidade...?" Mistério total. Menos para Valtinho e sua "cúmplice".
Chegando em casa, após a comemoração numa churrascaria de mais um campeonato conquistado pelo banco, Valtinho se livra da mochila e tira uma peça, entregando à esposa: "Carol, põe de molho porque no ano que vem tem mais."
E Carol coloca uma cinta-anágua cor lilás de molho no sabão.
A ANÁGUA COR-DE-ROSA
Norberto adorava jogar futebol, e dizem que essa paixão surgiu antes de nascer, pois a mãe sentia seus chutes ainda no ventre. O pai, entusiasta do esporte bretão, vivia dizendo a cada pontapé dos quais a pobre esposa grávida se queixava que "esse moleque vai ser um craque!"
Norberto nasceu, cresceu, e a cada Natal ou aniversário o presente tinha que ser uma bola ou item de futebol. Trocava de bola todo ano, dormia com a bola, fazia suas refeições com a bola, tomava banho com a bola, como se a bola fosse um organismo do corpo de Norberto. No colégio só queria saber de jogar futebol, e por causa disso a maioria de suas notas também era do formato de uma bola.
Mas Norberto não ligava. Claro que queria ser jogador. O pai o colocara numa dessas escolinhas de futebol treinada por ex-jogadores que insistem em passar o resto da vida em contato com os gramados, de uma forma ou de outra. Sabe essas escolinhas onde os pais colocam os filhos achando que o moleque vai sair de lá como craque? Nem lhe passam pela cabeça que é preciso nascer com o dom, como Norberto, que fazia uma média de 5 gols a cada treino na escolinha.
Adolescente, Norberto bem que tentou. Fez testes no Bonsucesso, no São Cristóvão, foi para Campos para também treinar no Americano. Viajou até para o interior de São Paulo para tentar a sorte no XV de Piracicaba. A intenção era começar a carreira num clube pequeno para depois passar para um grande. Passou em todos esses testes, mas ficou queimado pelos responsáveis por todas as peneiras em que passou, pois era indisciplinado, não conseguia trabalhar em grupo com os colegas, não seguia as instruções dos técnicos. O seu recorde pessoal foi de três meses na Portuguesa Santista, mas aí se descobriu outro defeito que lhe estragava a vocação para boleiro: odiava as concentrações e vivia fugindo delas.
O futebol perdeu um craque, mas o Banco do Brasil ganhou um funcionário. Vendo que sua carreira de jogador escorria pelos dedos como água, tentou um concurso no Banco do Brasil e passou, em último lugar, diga-se de passagem. Era adorado pelo gerente de sua agência pelo futebol magnífico que deixava correr pelos gramados dos campeonatos dos bancários. O Banco era sempre campeão graças aos gols e jogadas de Norberto. Mas teve um período de má fase na ocasião do campeonato do ano em que comemorava quatro anos de Banco.
Como não jogava sem uma cueca boxer por baixo do calção, um dia, por falta de uma roupa de baixo limpa, resolveu pegar a cinta-anágua da mãe, lisa, leve, exatamente da cor da pele e do tamanho ideal. Usando-a por baixo, não tinham como descobrir, e a peça ficou perfeita como luva em Norberto. Nesse mesmo dia sua má fase acabou e arrasou com o adversário, marcando três gols e fazendo as jogadas para os outros dois. Supersticioso, atribuiu o fim da má fase à roupa de baixo da mãe - que depois perguntaria "onde foi parar minha cinta?" - e terminou o restante do campeonato jogando com a peça feminina por baixo do calção, levantando a taça, se tornando o artilheiro e o craque do torneio, com direito a um troféu "Chuteira de Ouro" e aparição no "Bola Cheia" do Fantástico.
Mas ai de Norberto se os colegas de equipe descobrissem aquela cinta feminina por baixo do calção. Claro que tinha medo que duvidassem de sua masculinidade ao ver a peça, que tanto lhe dera sorte, ao tirar o uniforme no vestiário. Tomava todas as precauções possíveis e impossíveis, nem passando pelo vestiário para tomar banho após os jogos, indo embora com o uniforme de campo mesmo.
Só que um dia ficou mais meia hora depois de um jogo para se aprimorar na cobrança de faltas, como Zico fazia no Flamengo. Ela apenas ele, a bola e a trave e aparentemente todos tinham ido embora. Nesse dia resolveu tomar um banho antes de ir pra casa, e se achando completamente sozinho no vestiário, tirou o calção e ficou só de cinta, enquanto pegava a toalha e a saboneteira para se dirigir ao chuveiro e dá de cara com a porta de um reservado para vaso sanitário se abrindo abruptamente. Era o grande amigo Valtinho, que estava com problemas intestinais justamente naquele dia. Ambas as faces se olhando arregaladamente numa mútua surpresa e decepção: de Norberto por uma pessoa ter descoberto o que costumava usar debaixo do calção - de Valtinho, por passar a duvidar da masculinidade de Norberto, que sentiu a necessidade de dar uma explicação. Valtinho, ainda atônito, esperou Norberto se arrumar e foram pra casa juntos. No ônibus Norberto explicara tudo para Valtinho, que acabou entendendo a superstição do amigo. Até riram muito depois.
Muitos jogos, muitos gols e muitas boas atuações e mais uma vez o Banco do Brasil se sagrava campeão graças ao futebol e - vai saber - o amuleto feminino de Norberto, que insistia em usar. Mas eis que no campeonato do ano, em que Norberto mais uma vez se destacou, o craque e artilheiro não fora mais ele, mas sim o amigo Valtinho, cabeça de área razoável, que arrebentara em todos os jogos e substituiu o futebol feijão-com-arroz pelo caviar com champagne, superando então o amigo, ganhando os mesmos troféus que Norberto estava acostumado a levantar. Todos ficaram surpresos com a performance de Valtinho, que até então só se destacava pelas roubadas de bola aos adversários. "Que houve, Valtinho? Andou tendo aulas com o Ronaldinho?" indagavam os colegas. Com um sorriso vitorioso e maroto, ele confirmava que sim, de brincadeira.
Mas o mais desconfiado na história fora o amigo Norberto. "Como é que esse cara de repente passa a tratar a bola com tanta intimidade...?" Mistério total. Menos para Valtinho e sua "cúmplice".
Chegando em casa, após a comemoração numa churrascaria de mais um campeonato conquistado pelo banco, Valtinho se despe, sapatos, camisa, calça, e tirando a última peça, entrega à esposa: "Carol, põe de molho porque no ano que vem tem mais."
E Carol coloca uma cinta-anágua cor lilás de molho no sabão.
O gol que o Tostão acabou de marcar foi o maior da sua carreira. Parabéns.

O presidente Lula e a Associação dos Campeões Mundiais do Brasil negociam aposentadoria e indenização para os atletas da seleção que ganharam Copas do Mundo. O benefício valerá inicialmente aos ex-jogadores de 1958 e se estenderá, posteriormente, a quem atuou nos Mundiais de 1962, 1970, 1994 e 2002. Reunião na Casa Civil discutiu as
cifras a serem pagas aos campeões. Inicialmente, o valor negociado para cada um gira em torno de mil salários mínimos, no caso da indenização (465 mil reais), e de dez salários mínimos (4.650 reais), o teto da Previdência, para a aposentadoria. A expectativa é que o anúncio da nova medida seja feito pelo governo na próxima semana.
O texto abaixo foi escrito por TOSTÃO, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico, e foi publicado em vários jornais do Brasil:
Tostão escreveu:-
Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de
referência da época..
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria. Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.
Tostão

