domingo, 13 de junho de 2010

A ARGENTINA ESTRÉIA!

Como muitos sul-americanos, nesse sábado eu esperava ver um grande jogo da Argentina. Como o badalado Lionel Messi jogaria uma Copa do Mundo? Ele jogou bem, mas como todo ser humano sentiu o peso da estréia e não mostrou todo repertório fabuloso de jogadas que habitualmente realiza quando veste a camisa do Barcelona, apesar de Maradona ter lhe dado liberdade incondicional em campo.

Ao contrário da maioria dos meus compatriotas, sou fã dos argentinos pela sua garra, sede de vencer, jogo altamente técnico, mas duro e catimbado que acaba se tornando violento devido às circunstâncias de uma partida, principalmente contra nós. Los hermanos vendem caro a derrota, e acho isso admirável. Só que hoje em dia eles mudaram em campo, mesmo com Diego Maradona no comando técnico, pois tenho quase a certeza de que, quando "El Pibe" estava dentro das quatro linhas era ele quem instigava os companheiros a bater no adversário. Hoje eles é que sofrem, e quando batem é em revide.

Mas a Nigéria evoluiu no futebol, assim como todo país africano e também asiático. Possui atletas fortes, rápidos e que também têm uma característica parecida com a dos argentinos: vendem caro uma derrota.

A Argentina mostra fragilidade no esquema defensivo. Sentem a falta de um Passarela (dentro de campo). Me deu a impressão de que eles não têm lateral-direito!!!

Nossos hermanos venceram, mas não convenceram, embora estejam no páreo, e assim como Brasil, Itália e Alemanha, a Argentina sempre será um dos favoritos para vencer o Mundial. Mas se Don Diego não ajustar a sua defensiva, precisará de "la mano" do verdadeiro Deus se quiser vencer a Copa de 2010.

COPA 2010 - A PRIMEIRA RODADA

Os primeiros jogos da Copa 2010 eram esperados por mim com uma certa ansiedade... só que me esqueci que hoje em dia os primeiros jogos de um Mundial são como se fossem "aquecimento" para a competição. Se uma seleção perde, ou empata, tem chances de se recuperar nos dois próximos confrontos. Sim, pois qualquer seleção do Mundial disputa no mínimo três jogos. É o bastante para um empresário observar aquele único talento daquela seleção africana (ou asiática), e transformar o atleta numa mina de ouro.
No geral, só a Alemanha aproveitou a fragilidade dos australianos para ganhar, e bem, e anotar um bom saldo de gols. A Argentina ganhou da Nigéria com um magro 1 a 0, mas da Argentina ainda falarei depois. Os ditos "inventores do futebol", os ingleses, anteciparam o Dia de Ação de Graças dos Norteamericanos, oferecendo-lhes um chester de primeira, com direito a todos os temperos. E o jogo da França contra o Uruguai na sexta-feira chegou a me dar sono, acreditem. Eu que esperava um grande duelo, cheguei a sonhar que estavam em campo Zidane de um lado e Obdulio Varela de outro... só em sonho mesmo.
Aguardem, pois a primeira rodada ainda não terminou. Estão faltando mais dois países, que juntos detém 9 títulos mundiais: nossos queridos e fregueses de todas as Copas, os italianos e.... quem é que vai estrear na terça-feira mesmo???

Grande abraço!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

COPA 2010 - Que vença o melhor



Apesar da minha desilusão completa com o mundo do futebol, já houve tempo em que eu ficava naquela expectativa de Copa do Mundo.Desilusão com o que temos visto pela última década. Política se metendo demais no esporte, empresários e empresas mandando e desmandando na CBF, FIFA e outras entidades, repórteres e comentaristas falando e escrevendo absurdos... isso tudo a criança mais inocente já percebeu. Ainda bem que eu, quarentão, peguei uma partezinha da época de ouro e prata do futebol e ainda cheguei a ver grandes craques como Zico, Rivelino, Falcão, Júnior, Leandro, Beckenbauer, Rumenigge, Maradona, Cruyff, Michel Platini, Roberto Bettega, os campeões argentinos e o que sobrou da Laranja Mecânica na Copa de 78, o timaço do Flamengo de 1981, enfim, não é à toa que sou um saudosista do futebol. Naquele tempo era apenas craques, uma bola e um campo, com juízes e torcida.Confesso que a última Copa que deu prazer de ver foi a de 1994, jogos emocionantes, com Romário e Bebeto infernais, quando tivemos a certeza de que o Brasil foi Tetracampeão graças ao talento de nossos craques. Nem mesmo o recente Penta me empolgou. Hoje fica parecendo que determinado país é carta marcada pela FIFA para ser campeão em troca de alguma coisa. Barganhas estúpidas que estragam o mais fantástico dos esportes.Essa semana eu estava vendo os filmes oficiais da FIFA das Copas passadas. Vi aquele sensacional time tricampeão do Brasil, com aquele ataque fenomenal, com Tostão, Jairzinho, Rivelino, Gérson e o Rei Pelé. Vi o meu preferido, que é a Holanda de 1974, do qual até fiz um site na Internet. Senti saudades de algo que não vivi! É possível isso?No início desse ano, não só o Brasil, mas o mundo acompanhou o resgate do verdadeiro futebol brasileiro dos anos 50/60/70 nos pés e nas diabruras dos Meninos da Vila. Falo do Santos Futebol Clube, aquela turma do Paulo Henrique Ganso, Neymar, André, que junto com Robinho resgataram nosso futebol saudoso, irreverente, moleque, bem brasileiro mesmo. E que tínhamos esperança de ver na Copa de 2010... Teremos que esperar mais quatro anos para vê-los numa Copa do Mundo! Isso se mantiverem a chama. Mas ninguém tem essa certeza.TINHA QUE SER AGORA!Que pelo menos vença o melhor.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

BRASIL 5 X 1 TANZÂNIA 0 Amistoso

Agora sim, foi um bom teste para nós. A Tanzânia foi surpreendente no primeiro tempo! O placar parcial de 2 a 0 para o Brasil não refletia totalmente uma supremacia brasileira, e se me perguntassem qual foi o melhor jogador na primeira etapa, diria que não houve um "melhor jogador" e sim um "mais esperto"... e foi Robinho, que aproveitou os erros da defesa tanzaniana e nos colocou à frente no placar.
Caso nosso paredão Júlio César tenha algum problema, foi bom saber que poderemos contar com o Gomes. Sim, porque o homem trabalhou pesado hoje, acreditem: pelo menos umas cinco defesas difíceis! Os tanzanianos não são mole, correm como se disputassem uma medalha olímpica de atletismo, e o Juan, coitado, voltando de inatividade fez o que pode para tentar contê-los. Poderiam ter feito pelo menos três gols... eta timinho enjoado, dessa seleção...! Como é que a Tanzânia não foi classificada para a Copa, meu Deus?? A Tanzânia, se disputasse o campeonato brasileiro - e, claro, desse uma arrumadinha na sua defesa - certamente se classificaria para a Libertadores da América, pois dificilmente ficaria abaixo da quinta colocação. Lembraram os camaroneses da Copa de 1990, uma revelação. Nem parecia que era o jogo de uma seleção que jamais disputou uma Copa do Mundo contra o país pentacampeão.
Fiquei superfeliz em ver que Robinho continua com fome de gol e o Kaká, que sempre procura jogo, se apresentou bem melhor no segundo tempo fazendo gol de peito. Podia ser até de canela, não importa porque isso ajudou a elevar ainda mais sua auto-estima. Torço para que ele seja o nosso maestro.
Só que nosso "fabuloso" solista Luís Fabiano anda meio desafinado. Ou ele está escondendo seu melhor jogo - espero que dê tempo para encontrá-lo contra a Coréia do Norte, no dia 15 - ou quer passar o solo para o Nilmar, que sempre entra com fome de bola. Lembrem-se que em Copa do Mundo é necessário ter um bom saldo de gols, pois conta como critério de desempate. E o fabuloso que coloque suas barbas de molho, pois não é só o Nilmar, temos o Ramires, que jogou e entrou muito bem, e até o esforçado Grafite querendo um lugarzinho ao sol africano. Fabiano, meio nervosinho, chegou a agredir gratuitamente um tanzaniano, dando-lhe um empurrão que ele quase foi parar nas gerais (se é que lá havia Geral). Aborrecido com o adversário ou com sua própria inoperância, por não conseguir justificar a camisa 9?
E sempre é bom ver o Daniel Alves jogar. Esse sim, é fabuloso! Daniel injeta vitamina de ânimo nos nossos canarinhos. Não é mais para esquentar banco. O Felipe Melo, como sempre exibindo seu peculiar repertório de botinadas, daqui a pouco estará trocando de camisa com ele.
Mais um gol que levamos em cobrança de córner... até hoje o jogador brasileiro não sabe como evitar esse tipo de jogada.. mas valeu pela alegria deles! Foi um gol tanzaniano para entrar para a história!
Agora, Dunga... um acerto aqui, outro ali... trocar umas duas peças e nossos canarinhos não farão feio daqui a uma semana. Estréia é aquela expectativa...!
Até lá!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

"Festival de Livros de Futebol que Assola o País"


Aproveitando a época de Copa do Mundo em que o Brasil é sempre favorito, está havendo um "Festival de Livros de Futebol que Assola o País" que mais parecem baseados em enquetes feitas e votadas pelos próprios autores, com títulos sempre como início "Os 10 maiores": "Os 10 maiores volantes", "Os 10 maiores camisas 10", "goleiros" e etc. Pensei até em ir na onda e escrever quais foram, talvez, "Os 10 maiores laterais-direitos" (o primeiro nome que me veio à mente foi de Leandro, do Flamengo), aproveitando não só a época de Copa, em que o país respira futebol e aqueles que não torcem por time algum e torcem pelo Brasil ficam ligados em quase tudo que aparece sobre o esporte bretão, mas também meu humilde conhecimento sobre a memória do futebol.
Mas primeiro que talvez não dê tempo e venha logo alguém com mais recursos que eu, à minha frente pra lançar o livro; segundo, acho uma idéia pouco original - livro, para mim, tem que ser original; e terceiro, acho que escolher os maiores laterais-direitos da história do futebol brasileiro, por exemplo, ou mesmo os maiores laterais-esquerdos, é algo muitíssimo pessoal. É óbvio que no livro que eu pensei, tanto de gente da direita ou da esquerda, figurariam unanimidades como Nílton Santos, Djalma Santos, Leandro, Júnior, Nelinho, Carlos Alberto Torres e outros, mas vai que eu escalo Roberto Carlos! Receberia uma tonelada de cartas e e-mails a ponto de consumir a capacidade total do meu disco rígido, dizendo que "um cara que ajeita os meiões na hora de um lance decisivo (vide Brasil x França em 2006) não merece ser o melhor de nada!" Deus me livre.... se for para gerar esse tipo de polêmica e indignação, prefiro ficar aqui com meu humilde blogzinho.
Diz a sabedoria popular que um homem só tem uma vida completa quando planta uma árvore, escreve um livro e tem um filho. Bem, se me guiasse por isso, minha vida só tem 1/3 então. Não considero minha vida incompleta, mas, como jornalista e se a modéstia me permite, sou uma pessoa que anda muito bem pelo caminho das letras, e é um desejo escrever um livro ainda, não pelo desejo de ter mais 1/3 da minha vida completa, porque não me guio por frases de sabedoria popular, mas pelo prazer de compartilhar com os leitores o que sei e o que é de interesse popular.
Nesses tempos velozes e digitais, segundo a tal "sabedoria popular", talvez só falte ser pai (já bati na trave algumas vezes), pois considero "meu livro" o meu site http://www.interessepopular.com.br/ . E, claro, esse humilde blogzinho que você está visitando no momento.
Só não lembro direito qual foi a semente que plantei.... mas espero que tenha virado uma bela árvore!
Um abraço!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

AMISTOSO: BRASIL X ZIMBABWE

Eu fico em dúvida se nesses amistosos pré-Copa torcemos para que os jogadores da seleção (permita-me colocar com "s" minúsculo) não se machuquem ou que façam uma tonelada de gols... sei não... pelo menos se ganha um cascalho - e que cascalho! - para a CBF garantir a premiação da Copa, bichos e etc. Ou você acha que Kaká, Robinho e cia deixariam suas canelas expostas a troco de nada? E nos treinamentos? Os reservas sempre querem mostrar trabalho e com isso se empenham mais do que o necessário nos coletivos, e já aconteceu várias vezes de perdemos bons jogadores às vésperas de uma Copa por motivos como esse: a própria seleção tirou um craque da Copa. Bem, espero que nosso grande paredão Júlio César tenha levado só um susto.

Uma das justificativas da comissão técnica para enfrentarmos adversários teoricamente fracos seria o fato de evitar lesões. No caso de ontem, jogamos com africanos em cujas veias correm o sangue de seus antepassados indígenas, bravos guerreiros que, para pleitear o cargo de chefe da tribo, precisavam mais do que dar um carrinho forte num leão da savana.



Ao ver a seleção do Zimbabwe entrar em campo, suas cores me lembraram do extinto Zaire, que enfrentamos em 1974, e curiosamente ganhamos também de 3 a 0. Mesmas cores, mesmo continente de origem e mesma mediocridade de futebol. Mas se eu pudesse voltar 36 anos atrás, como gostaria de poder contar em campo com um dos autores dos 3 gols na ocasião: Rivelino ou Jairzinho....!


No primeiro tempo foi um festival de passes errados que nem o mais obscuro e charlatão dos pais-de-santos teria dado. Nosso principal encarregado de fazer a rede balançar, Luís Fabiano, nem viu a cor da bola. Esse é um dos que, depois desse jogo, nem pode criticá-la tão abertamente como vários de nossos atletas brazucas têm feito com tanta veemência. Culpar a bola? Pelo amor de Deus, que coisa mais absurda!!! Nos tempos de Zico, Sócrates e Falcão você podia colocar no pé deles qualquer objeto que tivesse semelhança com o formato de figura esférica que eles faziam miséria!



Talvez um feiticeiro deva ter sentido orgulho de seu "trabalhinho de vudu tribal" para fazer as pernas de nossos craques(?) errarem tanto assim. Só que nunca deve ter ouvido falar na frase "se macumba ganhasse jogo o Campeonato Baiano terminaria sempre empatado", como dizia nosso filósofo boleiro Neném Prancha. Pelo menos durou alguns minutos, até Michel Bastos, desconhecido por muitos, fazer a bola quase romper a rede do goleiro africano com um míssil à meia distância quando faltavam poucos minutos para o término do primeiro tempo. Robinho, o que menos se poupava, se empolgou e fez o segundo, logo depois. Ele podia ter feito até mais, mas seus companheiros do Santos não vieram na bagagem da seleção e como muitos de nós, sentiu a falta deles.
Kaká: marcado por 3 ou 4 de uma vez

Voltando ao vestiário com dois gols de vantagem, Dunga substituiu quase meio time de jogadores que atuam no exterior, cansados pelas temporadas disputadas, e fez entrar alguns como Daniel Alves, reserva de Maicon, lateral-direito na carteira de trabalho, mas que joga em todas as posições de defesa. E foi o próprio defensor que iniciou a jogada do terceiro e último gol, feito por Elano, já que nossos meias não municiavam nossos atacantes, que por sua vez não quiseram conversa com o gol. Será que Dunga não enxerga uma vaguinha de volante no time principal pro Daniel?
Se formos comparar aos amistosos paralelos jogados pela Alemanha, Argentina, Itália (caramba, acabaram de perder para o México pela primeira vez na vida!), Espanha e cia, até que não fomos mal. Mas a Copa do Mundo de verdade, pelo menos para nós, começará no jogo seguinte ao de Portugal. E até lá, torço para ver Daniel Alves como titular, Kaká totalmente recuperado e Luís Fabiano com fome e sede de gol.
E vamos torcer também para que em vez deles pedirem para a FIFA acertar a confecção da bola, que Dunga peça para eles acertarem mais os pés.

domingo, 16 de maio de 2010

SE A SELEÇÃO FOSSE ESSA... ERA HEXA!!!!!


Dicas de como fazer a redação nota 10!


- Conte as palavras do parágrafo;

- divida as palavras do parágrafo pelas frases do parágrafo;

- conte o número de palavras proparoxítonas; some ao resultado da divisão anterior; multiplique este resultado por 0,4.


1) se o resultado for 7, é história em quadrinhos;

2) se o resultado for 9, o texto é ótimo;

3) se o resultado for 12, o texto é bom;

4) se o resultado for 15, o texto é razoável.


Obs: se for o caso, resuma seu texto.

RAIN/PAPERBACK WRITER - The Beatles - abril 1966

Os Beatles são os Midas do pop, que transformam em música tudo que tocam, vêem, ouvem, sentem ou sonham. Os quatro fabulosos, fantásticos, num conjunto de seus instrumentos, picardias individuais que faz a chuva cair, como numa dança mágica e indígena, em "Rain"; algo que desce dos céus como os quatro? As *Epiphones de John e George são as gotas pesadas quando tocam a terra, o baixo de Paul é o som abafado da última gota de suor no palco, Ringo faz com que a bateria reproduza a onda tsunami provocada pela incessante chuveirada divina e John arrasta sua voz molhando nossas almas.Lennon canta ao contrário no final, para como um deus tentar fazer voltar o tempo para que o sol brilhe numa enfumaçada e cinzenta Liverpool.
*Epiphone é uma empresa fabricante de instrumentos musicais, principalmente guitarras e baixos elétricos. Em 2009 era subsidiária da Gibson, mas até antes dos anos 50 era sua maior concorrente.
Paperback Writer" foi gravada na segunda sessão do mesmo dia em que terminaram de gravar "Love You Too", de George Harrison, dia 13 de abril de 1966. No dia seguinte, que também teve duas sessões de trabalho em Abbey Road, os Beatles terminaram "Paperback" e a segunda sessão de trabalho do dia foi para o LADO B do single, a música "Rain". O excelente compacto "Paperback Writer/Rain" - músicas que também foram clips - foi lançado no dia 9 de junho de 1966, e chegou ao 1º lugar pouco antes da viagem para Munique. Revolver foi lançado em 5 de agosto de 1966, antes da última turnée, nos EUA.

DISCOTECA BÁSICA DO BARÃO - Eletric Ladyland (Jimi Hendrix) 1968





Nunca no rock alguém foi tão pesado como Jimi Hendrix, nem mesmo os grupos rotulados como "heavy metal". O gênio que, firmando uma argamassa blues e hard construía os alicerces para o som de guitarra mais revolucionário de todos os tempos.
Qual um guerrilheiro, Hendrix arrancava da guitarra riffs detonadores de canhões, explosivos de amplificadores, colocando fogo literalmente nos instrumentos em quartos cheios de espelhos, onde conversava com Joe.
O mestre do blues pesado eletrônico não se considerava perfeito: " - Às vezes a música que escuto na minha mente, não consigo reproduzir na guitarra." E sua humildade era tão grande quanto sua técnica, a ponto de inusitadamente pedir que a divindade Eric Clapton, então na platéia de um de seus shows, subisse ao palco e o ajudasse a afinar uma guitarra.
Sua criatividade e intuição superava seus próprios limites e até mesmo seu pouco conhecimento de teoria musical ao dedilhar cordas com a ousadia de quem pedia licença para beijar o céu, o que aconteceu prematuramente ao completar 27 anos de idade, exatamente no instante em que a juventude tinha fome e sede de sua música e sua carreira estava no auge.
Audacioso a ponto de tocar em sua Stratocaster o Hino dos Estados Unidos da América em Woodstock, acompanhado de sons de bombas e metralhadoras feitos pela sua guitarra (seria em revolta à Guerra do Vietnã?) para um público já reduzido de um interminável festival, no qual ele fechava com chave de ouro. Outro artista jamais poderia fechar Woodstock: "podem ir embora se quiserem, faremos apenas uma jam-session". Quem ficou acabou assistindo uma de suas maiores apresentações na carreira.
James Marshall Hendrix, natural de Seattle (EUA) era um obcecado por eletrônica. Usava e abusava de pedais, cristais, acionava e entortava alavancas e transformava até microfonia em música.
Para quem menospreza a raça negra, que se conforme com o fato do maior da guitarra ter sido um negro, e outro que surgia na mesma época, também negro, reinava absoluto em outro departamento, e reina até hoje: Pelé. Os negros fantásticos e insuperáveis davam um tapa de luva de pelica na cara dos estúpidos racistas.
A bola nunca mais foi a mesma depois de Pelé. E a guitarra nunca mais foi a mesma depois de Jimi Hendrix, que não queria ser herói ou mártir, mas que jamais foi superado em sua arte.

Electric Ladyland é o terceiro e último álbum de estúdio do grupo The Jimi Hendrix Experience, integrado por ele, pelo baterista Mitch Mitchell e pelo baixista Noel Redding, e foi lançado em 1968. É considerado um dos maiores álbuns da história do rock.

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sábado, 15 de maio de 2010

Polêmicas (e detalhes) nas convocações da Seleção Brasileira desde 1930






1930 - O Brasil fora representado só por jogadores que atuavam nos clubes cariocas. Começa daí a rixa com os paulistas. Mas Araken Patusca (Abraham Patusca da Silveira, foto ao lado) foi o único jogador paulista a defender a seleção brasileira que disputou esta copa por estar brigado com seu clube, o Santos.




Flávio Costa e Heleno: desafetos
1950 - O técnico Flávio Costa foi duramente criticado por ter convocado o jogador Alfredo II por este ser reserva no Vasco da Gama. "Preciso de um coringa", foi sua explicação.
Também pediam a convocação de Leônidas da Silva, mas este já contava com 36 anos de idade, e até do grande Heleno de Freitas, mas Heleno já mostrava sinais de desequilíbrio mental e se tornara um desafeto de Flávio Costa. Segundo o próprio Heleno, se ele estivesse dentro de campo na final, os uruguaios não teriam se criado.


1954 - José Carlos Bauer é único jogador titular que participou da campanha de 1950 e que foi convocado em 1954. Grandes craques como Danilo, Zizinho, Ademir e Jair Rosa Pinto, ainda em forma, não foram chamados por terem criado fama negativa devido à derrota na Copa anterior. Talvez se Zezé Moreira mantivesse a base de 50, com novos craques da época, não teríamos sucumbido à Hungria na segunda fase...














Bauer: remanescente de 1950

1958 - Fato inédito foi o ponta-direita Júlio Botelho ter recusado a convocação em 1958. Em carta à então CBD, Julinho, como era chamado, escrevera que se achava em plena forma física e técnica e nada o emocionava tanto quanto representar seu país no esporte. Mas jogava na Fiorentina da Itália, e não achava justo tomar o lugar daqueles que ficaram no Brasil disputando a vaga, agradecendo e finalizando o assunto.
Se Julinho tivesse ido, Mané Garrincha não teria aparecido para o mundo, pois o titular da ponta-direita era Joel, do Flamengo e consequentemente Garrincha não seria convocado. Garrincha estreou contra a URSS, arrasou na Suécia, ajudando nossa seleção a ser campeã mundial pela primeira vez.

1966 - A CBD achava justo que os campeões de 1958 e 1962 fossem tri em 1966. O tricampeonato era considerado "favas contadas", e foram convocados jogadores muito veteranos como Gilmar, Bellini, Djalma Santos, Orlando, Zito, e Mané Garrincha sofria demais com os problemas no joelho. Dos bicampeões, apenas Pelé foi convocado pelo que estava jogando. Foram deixados no Brasil ótimas promessas como Carlos Alberto Torres, Paulo Borges e Djalma Dias. Resultado: eliminados na primeira fase.

1970 - O Brasil vivia sua ditadurazinha particular, e o Presidente Médici, General do Exército, sugeria pela imprensa ao técnico João Saldanha a convocação de Dario, atacante do Atlético Mineiro. Saldanha, comunista e sem papas na língua, respondeu também pela imprensa que não dera palpite na escalação do ministério dele, então que Médici não se metesse na sua convocação. Foi apenas um estopim para tirar Saldanha. Logo depois, o resultado: Saldanha não convocou Dario, e foi demitido. Zagalo convocou Dario e manteve seu emprego até 1974. Brasil tricampeão, mas graças à base do time que Saldanha montara nas eliminatórias.

1974 - Novas caras brasileiras, novas e grandes seleções na Europa. A safra brasileira não era das melhores. Pelé, ainda em forma e com 33 anos, recusou a convocação; já havia se despedido da seleção em 1971. Apesar da imposição do governo militar brasileiro, o Rei não voltou atrás. Gérson, fora de forma, não foi convocado e Tostão, com problemas na visão, abandonara o futebol antes da Copa. Os três formavam o alicerce do time de 1970. Os remanescentes, Rivelino, Jairzinho e Paulo Cézar Caju não encontraram seu melhor futebol. Ademir da Guia, o divino, foi convocado mas só entrou na disputa do terceiro lugar contra a Polônia. Zagalo conseguiu um quarto lugar, e foi de bom tamanho.

1978 - O truculento Chicão, cabeça-de-área do São Paulo, foi chamado em vez do clássico Falcão, que mais tarde seria o Rei de Roma. Paulo Cézar Caju criticou as premiações baixas nas eliminatórias e fora cortado por indisciplina. O técnico Cláudio Coutinho, Capitão do Exército, improvisara o quarto-zagueiro Edinho na lateral-esquerda em vez de chamar o especialista Júnior, do Flamengo, que ainda não era o maestro, mas já sabia de tudo da posição. "Somos campeões morais", foi a clássica frase citada por Coutinho ao conseguir o terceiro lugar.

1982 - Telê Santana não quis um atacante especialista no setor direito, e o vai-e-vem do lateral Leandro, de uma linha de fundo a outra, era um trabalho para o Super-Homem. Aliás, tínhamos Tita no banco, que já jogava com Leandro no Flamengo, mas o teimoso técnico mineiro manteve a seleção "capenga" desse lado.

1986 - Revoltado com o corte do atacante Renato Gaúcho, Leandro não compareceu ao embarque para o México em solidariedade ao colega de farra, apesar das súplicas de Zico e Júnior, que foram à sua residência buscá-lo em cima da hora, em vão. Para seu lugar Telê Santana, pela segunda vez o técnico, convocou Josimar, lateral-direito do Botafogo, que fez dois golaços de fora da área: um contra a Irlanda do Norte e o outro contra a Polônia.
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Poucos sabem, mas Pelé, aos 45 anos de idade, se colocara à disposição de Telê para disputar essa Copa. O Rei queria ajudar Zico e companhia nem que fosse para jogar apenas um tempo ou alguns minutos, e não estava de brincadeira: falava sério. Considerando a atitude fora de propósito, Telê não levou em consideração o nobre e corajoso gesto do Rei Pelé.

1990 - Sebastião Lazaroni convocou apenas 10 jogadores que atuavam em clubes brasileiros. Dos titulares, apenas o goleiro Taffarel e depois Mauro Galvão e Ricardo Rocha jogavam no Brasil. Era uma época de grave crise financeira no país, então houve um grande êxodo de atletas para o exterior. Apesar de ainda estar em plena forma física e técnica, e ainda atuar no pesado futebol de areia, o maestro Júnior, com 36 anos de idade e já jogando no meio de campo, poderia ter evitado o fracasso da seleção, mas Lazaroni o deixou no Brasil. Pedidos para a convocação de Zico foram feitos, mas próprio Galinho não se considerava na forma física ideal para a disputa de um torneio tão importante. E "los hermanos" argentinos nos tiraram do páreo no quarto jogo.

1994 - A dupla Parreira-Zagallo, respectivamente técnico e coordenador técnico da Seleção, só convocou Romário no último jogo das eliminatórias, cedendo à pressão nacional. E fez bem em ceder: Romário fez os dois gols contra o Uruguai na última partida, garantiu a seleção na Copa, o Brasil foi tetracampeão e o baixinho, peça fundamental na conquista, foi eleito o melhor jogador do mundo no ano.

1998 - Apenas oito jogadores brasileiros dos 22 convocados atuavam em clubes do país. Romário foi convocado a princípio mesmo lesionado, pois os médicos achavam que a contusão na panturrilha ficaria curada a tempo do baixinho estrear nos gramados franceses... mas não deu para disputar sua terceira Copa. O volante Emerson foi chamado para substituí-lo.
Foi nessa Copa a estréia de Ronaldo Fenômeno (havia sido convocado em 1994, mas nem entrou em campo) e o mundo presenciou a França campeã pela primeira vez, numa partida contra o Brasil, em cujos bastidores surgiram histórias envolvendo Ronaldo, a CBF e seu contrato com a Nike, que até hoje estão mal contadas.

2002 - A imprensa pressionava; o povo pedia; até o presidente da CBF Ricardo Teixeira fez lobby para a convocação de Romário para essa Copa. O próprio apelou via lágrimas em cadeia nacional que queria disputar seu derradeiro Mundial. Mas o técnico Felipão foi firme e preferiu levar Edilson Capetinha, Luisão, Denílson, Rivaldo, e os Ronaldos (o Fenômeno e o Gaúcho) como opções para o ataque. O baixinho ficou no Brasil, mas Ronaldo Fenômeno, após meses e meses em tratamento no joelho, deu a volta por cima e tornou-se artilheiro com 8 gols na Copa em que fomos Pentacampeões.

2006 - Junto com a convocação mais recente, da seleção de 2010, essa se iguala em número de brasileiros atuantes em seus times no país. Apenas 3: Rogério Ceni e Mineiro (ambos do São Paulo FC - este último chamado para o lugar de Edmilson, do Barcelona, por contusão), e Ricardinho (Corinthians). Para 2010, irão Gilberto (Cruzeiro), Kleberson (Flamengo) e Robinho (Santos)

2010 - Já falei em post anterior que não se deve abrir mão de verdadeiros talentos (leia-se Paulo Henrique Ganso e Neymar) para uma disputa tão importante, valendo o título mundial.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

DISCOTECA BÁSICA DO BARÃO - LET IT BLEED (ROLLING STONES) - Dezembro de 1969



Download - http://www.filestube.com/f7478ffe2e6d319103e9,g/THE-ROLLING-STONES-1969-Let-It-Bleed.html


O famoso e lendário "disco do bolo" fazia parecer com que os Stones estivessem comemorando uma nova era em suas carreiras, e por que não dizer: na música popular. Nessa época, seus "arqui-rivais" Beatles estavam começando a se retirar de cena, e parecia que não haveria mais ninguém a lhes fazer sombra. Havia a ascenção do rock progressivo e grupos como The Who e Led Zeppelin, mas os veteranos Stones, contemporâneos dos Beatles, já estavam na estrada há seis anos.

DIVISOR DE ÁGUAS
Esse é o verdadeiro e definitivo divisor de águas da carreira dos Stones, porque marca a última participação em estúdio do já quase moribundo fundador da banda, Brian Jones, e a primeira de seu sucessor, o jovem e virtuoso Mick Taylor. O curioso é que ambos participaram de duas músicas cada um.

O MAESTRO KEITH
A princípio parece uma continuação do trabalho anterior "Beggar's Banquet", seguindo a mesma linha musical, ambos recheados de blues, as raízes da banda, e ambos sob a batuta do grande maestro-guitarrista Keith Richards, e com clássicos como "Gimme Shelter", "Love in Vain"(Robert Johnson) e "Midnight Rambler" que só a guitarra de Richards saberia ter produzido e que só o vocal de Mick Jagger saberia ter reproduzido. Os Rolling Stones atravessavam sua melhor fase passando pela produção de quatro álbuns absolutamente geniais, pois logo após viriam ao mundo "Stick Fingers" e "Exile on Main St.", atravessando a década de 60 para 70 em grande estilo.

Até hoje os Stones incluem em seu repertório de turnês os clássicos de "Let It Bleed" e também de "Beggar's Banquet", "Stick Fingers" e "Exile on Main St.", causando grande apoteose em suas apresentações, e qualquer uma dessas quatro obras-primas do rock poderiam constar, sem problema algum na DISCOTECA BÁSICA DO BARÃO.
Let it Bleed fechava a década de 60 com chave de ouro, e também era uma prévia do que os Stones ainda iriam aprontar na década seguinte.
Até a próxima!

DISCOTECA BÁSICA DO BARÃO - REVOLVER - THE BEATLES - Agosto 1966



1.Taxman (Harrison)
2.Eleanor Rigby (Lennon-McCartney)
3.I’m Only Sleeping (Lennon-McCartney)4.Love You To (Harrison)5.Here, There and Everywhere (Lennon-McCartney)
6.Yellow Submarine (Lennon-McCartney)7.She Said She Said (Lennon-McCartney)
8.Good Day Sunshine (Lennon-McCartney)
9.And Your Bird Can Sing (Lennon-McCartney)
10.For No One (Lennon-McCartney)11.Doctor Robert (Lennon-McCartney)12.I Want to Tell You (Harrison)
13.Got to Get You into My Life (Lennon-McCartney)14.Tomorrow Never Knows (Lennon-McCartney)


Corria o ano de 1966, e a Inglaterra ditava a moda. A modelo Twiggy era a sensação britânica, e foi considerada a primeira top model do mundo. Os Rolling Stones, "rivais" dos Beatles, já eram os Rolling Stones graças ao estrondoso sucesso do ano anterior: Satisfaction (I Can't Get No). A seleção inglesa tornava-se campeã mundial, derrotando a Alemanha Ocidental de Beckenbauer. Mas na década de 60, fosse na Grã-Bretanha ou nas Filipinas (desse país falarei adiante), ninguém era mais famoso do que os Beatles. Eles vinham excursionando pelo Reino Unido e pelo mundo desde 1962 mas já estavam cansados dos hotéis, excursões, tietes selvagens e de tocar em palcos por todo o planeta, nos quais eles próprios não conseguiam se ouvir.

À essa altura, os rapazes estavam mesmo na intenção de dar uma pisada no freio. John, George e Ringo estavam cansados - e casados - e Paul mantinha uma relação sólida com a atriz Jane Asher.

Mesmo com toda reviravolta na carreira, os Beatles amadureciam e continuavam a trabalhar cada vez melhor nos seus arranjos  e composições. Nenhuma força paralela era capaz de deter a criatividade e a vontade em fazer excelentes músicas. Incorporaram mais instrumentos indianos, ditaram essa moda, e inventaram sons com objetos concretos e abstratos.

POLÊMICAS E REVOLUÇÕES Foi o ano em que John Lennon declarou que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo, e desencadeou uma polêmica tão difícil de conter quanto um furacão. Em algumas regiões dos Estados Unidos, pessoas queimavam em praças públicas discos, posters, livros, revistas, e toda gama de memorabilia dos Beatles em represália à declaração de Lennon, considerara por eles a maior blasfêmia de todos os tempos, incentivados por alguns locutores de rádio norte-americanos.
Grupos religiosos ameaçavam as integridades físicas dos rapazes, cujas apresentações na última turnê dos EUA subiam aos palcos temerosos do que poderia acontecer. No final de tudo, entre mortos e feridos salvaram-se todos.
Mas o que entornou o caldo de chumbo quente nesse ano foi a produção do sétimo LP (antigo long play, de vinil) da banda, REVOLVER, lançado em agosto desse ano. Um trabalho típico dos Beatles, na verdade a "cara deles": as baladas de Paul McCartney, o beatle mais romântico musicalmente, os rocks pesados de um inconformado John Lennon, as incursões de um introspectivo George Harrison pelo oriente e a viagem com Ringo Star no leme de Yellow Submarine. Revolver é apimentado pelo uso de drogas dos quatro fabulosos, e nitidamente vemos e ouvimos as influências químicas e psicodélicas nas canções. Outra revolução também foi com os arranjos, praticamente impossíveis de se reproduzirem ao vivo na época, tanto que nas apresentações de 1966 não tocaram nenhuma música do novo trabalho. E pela primeira vez um álbum dos rapazes de Liverpool abre com uma música de George Harrison, que teve espaço para três canções nesse disco. Revolver não foi feito propriamente para se dançar, e sim para parar tudo que você estivesse fazendo e simplesmente viajar.


Obs: duas excelentes canções não constaram no álbum, embora tenham participado das sessões de gravação de REVOLVER em Abbey Road. São elas Paperback Writer e Rain, ambas com as características típicas do som dos Beatles na época. Foram lançadas em single.


O CANTO DO CISNE
Os Beatles se apresentaram no Candlestick Park, em San Francisco, EUA, no dia 29 de agosto de 1966 pela última vez, e nunca mais foram vistos tocando juntos num palco. Decidiram parar de excursionar por diversos fatores, principalmente técnicos, mas retiraram-se com a sensação do dever muitíssimo bem cumprido para o show business, e isso gerou especulações quanto à dissolução do grupo. Mas ainda era 1966 e os Beatles ainda tinham muita coisa para mostrar.



quinta-feira, 13 de maio de 2010

CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO 2010


Parece que logo após o amistoso contra a Irlanda, em março desse ano, Dunga virou-se para seu auxiliar técnico Jorginho e disse: "Pronto. Já sei qual será o grupo para a Copa. Fechamos."
Só que, de março até hoje, muita água rolou debaixo da ponte. Pensei em surpresas, como o veterano Roberto Carlos, pois não podemos negar que poderia resolver o problema crônico da lateral-esquerda, além de seu potente chute, mas será que Dunga lembrou o episódio negativo da omissão do lateral no gol de Henry em 2006? Até hoje isso está entalado nas gargantas brasileiras.
E só quem não acompanha nosso futebol é que não pensou nos fantásticos Paulo Henrique Ganso e Neymar, vivendo excelentes fases, e que junto com Robinho, no Santos, fazem um "power trio" que revive a alegria brasileira de jogar futebol. Imagine o que esses três aprontariam na África do Sul? Se Kaká, que não vive boa fase, precisar ser substituído no decorrer de uma partida, teremos que contar com o futebol burocrático e previsível de Júlio Batista, reserva no Roma? E levar o Grafite em vez de levar o Neymar é como optar por bofe em vez de filé mignon.
A meu ver, uma das únicas decisões acertadas foi não levar Adriano, atacante do Flamengo, que ultimamente não está merecendo ser titular em seu próprio clube.
Dunga não quis arriscar. Não querer arriscar só um pouquinho é falta de coragem.
Mas a lista é essa, e fim de papo. Em todas as Copas do Mundo haverá polêmica nas convocações da seleção brasileira. Sempre foi assim e sempre será assim.

terça-feira, 7 de julho de 2009

FRASES DO BARÃO - POLÍTICA

"O PRESIDENTE DE UM PAÍS tem que obrigatoriamente falar duas línguas: a língua dos empresários e a língua dos operários!!"

"UM BOM GOVERNADOR inicia bem sua carreira política se é capaz de em primeiro lugar saber governar sua própria vida."

"O VOTO OBRIGATÓRIO é a água no chopp na FESTA DA DEMOCRACIA."

"VOTE GALERA!!!! antes de anular ou embranquecer seu voto, lembre-se dos litros de sangue derramados e dos cadáveres que se formaram para que você tivesse direito de usar essa única arma legal para tentar uma mudança melhor no país!!!"

FRASES DO BARÃO - AS PESSOAS

"O ESPERTO E O BOBO são peculiares mesmo: um finge ser o que o outro é!!!"

"AFASTE-SE de quem não gosta de animais, crianças e música."

"VOCÊ PODE DEIXAR DE AMAR uma pessoa, mas jamais esquecerá que a amou."

"AS MULHERES E OS HOMENS VIVEM RECLAMANDO uns dos outros, só que um não consegue viver sem o outro."

"SER MÃE OU SER PAI ninguém sabe o que é sê-los, até o dia em que o são."

"O GRANDE PROBLEMA DO MUNDO é a falta de respeito entre as pessoas."

"MUITO CUIDADO COM SUAS PALAVRAS cuidado com o que fala, galera...! Muitas pessoas têm sua própria maneira de interpretar."

"ANTES DE PENSAR EM MENOSPREZAR UM NEGRO saiba que o maior do mundo na guitarra mais o maior do mundo na bola eram negros. E até hoje ninguém os superou. Alguém aí se habilita???"

"A MAIORIA DAS PESSOAS QUE SE FORMARAM EM PSICOLOGIA que eu conheci na vida, fizeram isso pra tentar resolver os próprios problemas."

"O MUNDO NÃO É RUIM só é mal frequentado."